Confiança de Trump em Flynn estava corroída, afirma Casa Branca

Porta-voz afirma que presidente foi informado no fim de janeiro que seu assessor de segurança nacional mentiu sobre contatos com embaixador russo. Democratas pedem investigação do caso.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu a renúncia do assessor de Segurança Nacional Michael Flynn depois que a confiança nele "erodiu ao ponto em que o presidente sentiu a necessidade de fazer uma mudança", afirmou nesta terça-feira (14/02) o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. O ex-assessor mentiu para o vice-presidente Mike Pence e outras autoridades americanas ao afirmar que não havia conversado com o embaixador russo, Serguei Kislyak, sobre a remoção das sanções impostas pelo ex-presidente Barack Obama a Moscou em reação a uma suposta interferência russa na eleição americana. A posição de Flynn fez com que Pence negasse à imprensa que essa discussão tivessem ocorrido. De acordo com o porta-voz da Casa Branca, o caso vinha sendo revisado e avaliado desde o fim de janeiro, quando Trump foi informado que Flynn não falou toda a verdade sobre os seus contatos com o embaixador russo. Apesar de não se tratar de uma "questão legal", a controvérsia criou uma "situação insustentável" e levou o presidente a pedir a renúncia de Flynn, disse Spicer. Reportagem publicada pelo jornal Washington Post na semana passada afirmava que Flynn discutiu com Kislyak a remoção das sanções ao Kremlin em 29 de dezembro, mesmo dia em que Obama as anunciou. Transcrições das conversas interceptadas comprovam que elas ocorreram no período de transição para o novo governo e também em novembro, antes da eleição presidencial americana. A conversa de Flynn sobre a remoção de sanções com o embaixador russo pode configurar uma violação da lei conhecida como Logan Act, que proíbe uma pessoa privada de negociar em nome do governo americano sem a autorização deste. Na época, Flynn não fazia parte do governo. Os democratas no Congresso pediram a abertura de uma investigação sobre o contato dos assessores de Trump com a Rússia durante e depois da campanha. "O povo americano merece conhecer o alcance total do controle político, financeiro e pessoal da Rússia sobre o presidente Trump, e o que isso representa para nossa segurança nacional", disse a líder dos democratas na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi. O líder democrata no Senado, Charles Schumer, afirmou que renúncia gera mais perguntas do que respostas e "não é o fim da história, mas apenas o começo". Ele defendeu uma investigação independente do caso para averiguar possíveis atos criminosos. KG/efe/rtr/ap

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