Meio-irmão de Kim Jong-un é assassinado na Malásia

Kim Jong-nam, o irmão mais velho do ditador norte-coreano, teria sido executado por duas mulheres com agulhas envenenadas enquanto tentava embarcar de Kuala Lampur para Macau.Kim Jong-nam, o irmão mais velho do ditador norte-coreano Kim Jong-un, foi assassinado nesta segunda-feira (14/02) na Malásia, informou nesta terça-feira a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando fontes no governo da Coreia do Sul. Opinião: Coreia do Norte testou governo Trump Análise: Novas cartas no pôquer coreano Entenda: Por que a China precisa da Coreia do Norte Kim Jong-nam é o primeiro filho do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il. Com cerca de 45 anos, ele chegou a ser considerado o melhor posicionado para substituir o pai à frente do regime. Se for confirmada, a morte de Kim Jong-nam será a segunda de um membro da família que comanda a Coreia do Norte no regime de Kim Jong-un, depois da execução de Jang Song-Thaek, tio do ditador, em dezembro de 2013. Autoridades citadas pelas emissoras sul-coreanas KBS e TV Chosun acrescentaram que Kim Jong-nam morreu após ser envenenado por duas mulheres no aeroporto internacional de Kuala Lumpur. As suspeitas fugiram e estão sendo procuradas pela polícia da Malásia. Fruto do casamento entre Kim Jong-il e a segunda mulher, a atriz Song Hye-rim, Kim Jong-nam emigrou à China em 1995 e vivia desde então entre Pequim e Macau, amparado pelo governo chinês e focado em investimentos. Kim Jong-nam perdeu definitivamente a preferência do pai quando, em 2001, foi detido num aeroporto de Tóquio com um passaporte dominicano falso que pretendia usar para entrar no Japão e supostamente visitar o parque Disneyland. Durante os últimos anos, os veículos de imprensa sul-coreanos especularam sobre supostas tentativas do regime de assassinar o primogênito de Kim Jong-il e, em 2012, informaram sobre a detenção de um suposto espião norte-coreano que teria confessado ter ordens para assassinar Kim Jong-nam na China. Kim Jong-un estaria tentando fortalecer sua posição no poder diante da pressão internacional por causa do programa nuclear do país. Ele já teria determinado uma série de execuções. AS/efe/afp

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