Força Nacional atuará no RJ e ES até março

Militares vão reforçar policiamento nos dois estados após pedidos dos governadores para conter crise na segurança pública. Governo também autoriza permanência das Forças Armadas no Rio por mais uma semana.O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou nesta quarta-feira (15/02) a atuação de agentes da Força Nacional no Espírito Santo e no Rio de Janeiro até o início de março. De acordo com as portarias publicadas no Diário Oficial da União, os agentes vão atuar na segurança da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e do Palácio Guanabara, a sede do governo, até o dia 2 de março, "em prol da preservação da ordem pública". No Espírito Santo, os agentes da Força Nacional vão fazer policiamento ostensivo até 4 de março para conter a crise na segurança pública do estado, desencadeada pela paralisação de policiais militares. A operação atende a um pedido do governador em exercício, Cesar Conalgo. Agentes da Força Nacional – composta por policiais militares, bombeiros militares, policiais civis e peritos – estão no Rio de Janeiro desde o início de dezembro. Eles foram acionados para evitar confrontos em protestos durante votações na Alerj do pacote de ajuste fiscal proposto pelo governo estadual. Operação Carioca O governo federal também autorizou a permanência das Forças Armadas na região metropolitana do Rio de Janeiro até 22 de fevereiro. Ao todo, 9 mil militares do Exército e da Marinha vão participar da chamada Operação Carioca. Segundo o ministro, o prazo é padrão, e a continuidade da operação será reavaliada após esse período. "Não existe nenhum descontrole, não existe nenhuma insuficiência de meios e capacidade ou indisponibilidade dos recursos dos órgãos de segurança pública para a manutenção da lei e da ordem [no Rio]", disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann. "Diferentemente do que se passou e vem se passando em alguma medida no Espírito Santo, não há descontrole, não há desordem." O presidente Michel Temer autorizou o uso das Forças Armadas no Rio de Janeiro devido à mobilização de mulheres e parentes de policiais militares em batalhões da capital. O pedido foi feito pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que foi recebido por Temer em Brasília para discutir o assunto. "Estamos promovendo uma operação aos moldes do que foram os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, só que em menor proporção", disse o comandante da 1ª Divisão de Exército, general Mauro Sinott, que é o chefe da operação. KG/abr/ots

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