Malásia prende mais dois por morte de Kim Jong-nam

Mulher de nacionalidade indonésia e seu namorado são detidos sob suspeita de envolvimento no assassinato do irmão do ditador norte-coreano, Kim Jong-un. Corpo será trasladado para Pyongyang.As autoridades da Malásia confirmaram nesta quinta-feira (15/02) a prisão de mais dois suspeitos de envolvimento na morte de Kim Jong-nam, irmão mais velho do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, em Kuala Lumpur. A polícia já havia confirmado a prisão de uma mulher indonésia, cuja identidade foi confirmada por Jacarta. A embaixada do país na Malásia pediu ao governo acesso à suspeita, identificada como Siti Aishah, de 25 anos, para lhe "fornecer assistência com o objetivo de assegurar seus direitos legais". Mais tarde, o chefe de polícia local informou que o namorado de Aishah também foi detido pelas autoridades para "contribuir com as investigações". Na quarta-feira, uma mulher de passaporte vietnamita foi detida no mesmo terminal do aeroporto onde Kim Jong-nam passou mal pouco antes de morrer. Sua imagem foi registrada pelas câmeras de segurança do aeroporto de Kuala Lumpur. Imagens congeladas da gravação das câmeras de segurança divulgadas pela imprensa – confirmadas como autênticas pela polícia – mostram uma mulher vestida de saias e camiseta branca de mangas compridas estampada com os dizeres "LOL". O vice-primeiro-ministro da Malásia, Ahmad Zahid Hamidi, informou que o corpo de Kim Jong-nam vai ser trasladado para a Coreia do Norte, atendendo a um pedido de Pyongyang. Kim Jong-nam morreu nesta segunda-feira após de ter sido atacado por duas mulheres que jogaram um líquido em seu rosto num saguão do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur. No radar de Pyongyang Ele é o primeiro filho do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il. Com cerca de 45 anos, chegou a ser considerado o melhor posicionado para substituir o pai à frente do regime. A morte de Kim Jong-nam é a segunda de um membro da família que comanda a Coreia do Norte no regime de Kim Jong-un, depois da execução de Jang Song-Thaek, tio do ditador, em dezembro de 2013. Fruto do casamento entre Kim Jong-il e a segunda mulher, a atriz Song Hye-rim, Kim Jong-nam emigrou à China em 1995 e vivia desde então entre Pequim e Macau, amparado pelo governo chinês e focado em investimentos. Kim Jong-nam perdeu definitivamente a preferência do pai quando, em 2001, foi detido num aeroporto de Tóquio com um passaporte dominicano falso que pretendia usar para entrar no Japão e supostamente visitar o parque Disneyland. Durante os últimos anos, os veículos de imprensa sul-coreanos especularam sobre supostas tentativas do regime de assassinar o primogênito de Kim Jong-il e, em 2012, informaram sobre a detenção de um suposto espião norte-coreano que teria confessado ter ordens para assassinar Kim Jong-nam na China. Kim Jong-un estaria tentando fortalecer sua posição no poder diante da pressão internacional por causa do programa nuclear do país. Ele já teria determinado uma série de execuções.

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