Trump reclama de "tom de ódio" da imprensa americana

Em entrevista coletiva, presidente americano diz que mídia é desonesta e está fora de controle. "Eu não sou uma pessoa ruim", afirmou. NYT descreve performance do presidente como arrogante.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou nesta quinta-feira (16/02) do "tom de ódio" da imprensa americana contra seu governo. Em breve diálogo com Jim Acosta, correspondente da "CNN" na Casa Branca, Trump disse que o público já não acredita no que a imprensa diz. "O tom é tão odioso. Eu realmente não sou uma pessoa ruim", afirmou. O presidente criticou quase todos os veículos de imprensa que fizeram perguntas na coletiva sobre a nomeação do novo secretário de Trabalho americano, que durou mais de uma hora. Em várias oportunidades, ele disse que queria passar a vez da pergunta para "repórteres amigáveis". "A imprensa se tornou tão desonesta que, se não falarmos disso, estaríamos em falta com o povo americano. A imprensa está fora de controle, o nível de desonestidade está fora de controle", afirmou. Em artigo, o The New York Times escreveu que a coletiva "foi marcada por uma defesa extraordinariamente crua e zangada, de forma nunca antes vista na Casa Branca moderna". "Às vezes abrupto, muitas vezes vacilante, caracteristicamente arrogante, mas aparentemente dolorido com as representações sobre ele, o Sr. Trump parecia tentar reproduzir a energia e o entusiasmo de sua campanha após um mês de governo", diz o texto. "Herdei uma bagunça" Trump insultou os maiores veículos de comunicação do país, como o "debilitado" The New York Times, a CNN e suas "notícias falsas" e o "mal-agradecido" The Wall Street Journal. Eu ligo a TV, abro os jornais e vejo matérias sobre o caos [do meu governo]. É exatamente o oposto. Essa administração está funcionando como uma máquina bem regulada, apesar de eu não ter meu gabinete aprovado", disse o presidente. Ele fez a declaração ao responder perguntas sobre a renúncia de Michael Flynn, ex-conselheiro de segurança nacional, que mentiu ao negar às autoridades em Washington ter conversado com um embaixador russo sobre a retirada das sanções à Rússia impostas pelo governo do ex-presidente Barack Obama, em reação a uma suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas. "Eu herdei uma bagunça", afirmou Trump ao defender a performance do seu governo e criticar reportagens sobre a proximidade entre membros do atual governo e autoridades russas durante a campanha presidencial americana. "Não acho que ele [Flynn] fez nada de errado", afirmou ao resslatar que ele e seus assessores não tiveram nenhum contato com Moscou durante a campanha e que notícias sobre o assunto "são falsas". KG/efe/ots

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos