Vice de Trump diz que compromisso com Otan é "inabalável"

Mike Pence reitera comprometimento do governo americano com aliança militar e a Europa durante a Conferência de Segurança de Munique, mas quer que aliados aumentem os investimentos em defesa para chegar a 2% do PIB.O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, reiterou neste sábado (18/02) o compromisso de Donald Trump com a Otan e Europa, mas advertiu que seus aliados devem também cumprir com a palavra e que "chegou o momento de fazer mais". Pence se expressou desta forma na Conferência de Segurança de Munique (CSM), onde destacou que os destinos dos países de ambos os lados do Atlântico Norte estão "entrelaçados", unidos pelos "ideais nobres" como a "liberdade, a democracia, a justiça e o estado de direito". "Hoje, em nome do presidente Trump, trago esta segurança: os EUA apoiam decididamente a Otan e será inabalável nosso compromisso com esta aliança transatlântica", afirmou Pence perante o auditório, no qual estava o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel. A segunda mensagem do governo Trump também foi clara: há a expectativa que os aliados cumpram com seus compromissos e aumentem os investimentos em defesa para chegar a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), fato só alcançado agora por EUA e outros quatro países da Otan. Pence destacou que os EUA vão aumentar "de forma significativa" sua despesa militar, mas insistiu que a defesa coletiva exige também que os europeus respeitem seus compromissos, "descumpridos por muitos e por tempo demais". Neste contexto citou de novo Trump para assegurar que a paz não pode se dar por feita e só é garantida com a força. "EUA serão sempre o maior aliado da Europa" Diante das dúvidas e incerteza, Pence insistiu que os EUA seguirão ao lado da Europa, como sempre fez durante gerações em defesa dos princípios da democracia, soberania e integridade territorial. "Tenham certeza, os EUA são hoje e serão sempre vosso maior aliado", manifestou o vice-presidente, que lembrou o desdobramento de tropas no flanco oriental da Otan perante a ameaça russa. Diante do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou que serão exigidas responsabilidades a Moscou e o cumprimento dos acordos de Minsk, começando pelo fim da violência no leste do país. Ele afirmou, ainda, que os EUA continuarão pedindo responsabilidades à Rússia, embora Trump acredite que podem ser encontradas novas bases para uma relação. "Nossa liderança do mundo livre não desfalecerá. Nem sequer por um momento. Nossa força e a desta aliança não se deriva somente da força de nosso armamento, mas em nossos valores compartilhados", frisou. FC/efe/ap/dpa

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