Diálogo sobre fim da "sangria" levantou dúvida sobre "acordão"

Malu Delgado

Conversa entre senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado revelou as intenções políticas de deter investigações da Lava Jato. Jucá diz que é preciso "estancar sangria$escape.getQuote().Em maio de 2016 o áudio de uma conversa entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (PMDB-CE) flagrou a preocupação dos políticos em deter investigações da Lava Jato. "Tem que mudar o governo para poder estancar essa sangria", disse Jucá, meses antes de o impeachment da presidente Dilma Rousseff ser aprovado no Senado. Jucá, na ocasião, era ministro do Planejamento de Michel Temer, ainda presidente provisório. O áudio da sangria derrubou Jucá.n O peemedebista durou menos de duas semanas no posto de ministro. Desde então, ações de políticos, em especial do PMDB, são observadas com lupa como uma possível tentativa de afetar o rumo das investigações. A Transpetro é uma subsidiária da Petrobras, que está no coração das denúncias apuradas na Lava Jato. Machado esteve na presidência da Transpetro por 12 anos e gravou conversas com caciques do PMDB, já na tentativa de negociar futuramente uma delação premiada. Apesar de ter deixado o ministério, Romero Jucá ainda é um político poderoso. Ele é o atual presidente do PMDB. Ele foi líder do governo no Senado nas administrações de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT).

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos