Duas mulheres são indiciadas por assassinato de Kim Jong-nam

Indonésia e vietnamita são acusadas pela Justiça da Malásia de planejar morte do meio-irmão do ditador Kim Jong-un ao lado de quatro norte-coreanos. Pyongyang acusa autoridades malaias de conspiração.Um juiz da Malásia indiciou nesta quarta-feira (1º/03) as duas mulheres apontadas como responsáveis pela morte, no mês passado, de Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Elas foram levadas até o tribunal sob forte esquema de segurança e algemadas. As duas mulheres, a indonésia Siti Aisyah, de 25 anos, e a vietnamita Doan Thi Huong, de 28, teriam esfregado o gás asfixiante VX no rosto de Kim Jong-nam no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, em 13 de fevereiro. Ele aguardava um voo para Macau, onde vivia. O magistrado considerou que elas planejaram o assassinato ao lado de quatro norte-coreanos procurados pela Justiça da Malásia. Eles fugiram do país pouco depois da morte de Kim Jong-nam, segundo as autoridades malaias. Já as duas acusadas foram detidas logo depois da morte da vítima. Em sua defesa, elas disseram que achavam ter sido contratadas para fazer uma brincadeira com a vítima para um programa de televisão. Elas podem ser condenadas à morte. A polícia da Malásia considera que as duas mulheres foram recrutadas para realizar o assassinato pelos quatro norte-coreanos que fugiram para Pyongyang no mesmo dia do crime. Imagens de câmeras de segurança do aeroporto mostram as duas acusadas se aproximando de Kim Jong-nam e esfregando algo no rosto dele. Doan Thi Huong aparece com uma camiseta branca com a inscrição LOL – acrônimo para laughing out loud (rindo alto). As autoridades da Malásia também pediram para interrogar um diplomata da embaixada norte-coreana e um funcionário da empresa aérea estatal que teriam sido vistos se despedindo dos quatro suspeitos no aeroporto. Além das duas mulheres, também foram detidos um químico norte-coreano e um malaio que foi libertado pouco tempo depois. Uma delegação norte-coreana chegou nesta terça-feira a Kuala Lumpur para reivindicar o corpo de Kim Jong-nam, que viajava com um passaporte diplomático com o nome de Kim Chol. Coreia do Sul e Estados Unidos atribuíram o assassinato de Kim Jong-nam a agentes norte-coreanos, enquanto a Coreia do Norte questionou a investigação policial e acusou as autoridades da Malásia de conspirar com seus inimigos. AS/efe/afp/ap

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