Polícia apura ligação entre ataques com ácido em Berlim

Em quatro dos cinco casos registrados na cidade nos últimos três meses, perícia revela que substância jogada em mulheres foi a mesma. Vítimas têm entre 27 e 30 anos e foram atacadas por ciclista.Depois de cinco ataques com ácido a mulheres em Berlim, a polícia apura se os casos foram cometidos em série. A perícia apontou que substância usada nas agressões foi a mesma em quatro das ocorrências. O perfil das vítimas e maneira de agir de agressor também são semelhantes. "Estamos investigando no momento uma possível ligação entre os casos", afirmou nesta quarta-feira (01/03) o porta-voz da polícia Michael Gassen ao site da emissora alemã rbb. Desde dezembro, cinco mulheres foram atacadas por um ciclista enquanto caminhavam na cidade. Em todos os casos, o agressor se aproximou das vítimas, jogou um líquido contra elas e depois fugiu. A última agressão ocorreu na madrugada desta terça-feira. Todas as vítimas tinham entre 27 e 30 anos. Segundo a rbb, a investigação revelou que ácido sulfúrico para bateria foi usado nos primeiros quatro ataques. Essa substância é uma forma diluída do ácido. Em contato com a pele, ela pode causar queimaduras profundas. Em caso de contato com os olhos, pode causar cegueira. A perícia ainda analisa o líquido utilizado no caso mais recente. Os três primeiros ataques ocorrem num curto espaço de tempo nos bairros Prenzlauer Berg e Weißensee. No dia 7 de dezembro, uma jovem de 27 anos foi atacada em frente a um prédio residencial por um ciclista que usou uma pistola d'água para jogar o ácido. Poucos minutos depois, uma mulher de 28 anos foi agredida de maneira semelhante a cerca de 1,5 quilômetro do local do primeiro caso. Apenas um dia depois das duas primeiras ocorrências, uma mulher de 30 anos também foi atacada em Weißensee. A quarta agressão ocorreu no dia 12 de janeiro também em Prenzlauer Berg. A vítima tinha 27 anos. O quinto caso foi registrado no bairro Friedrichshain. Todas as vítimas sofreram ferimentos leves. A polícia ainda não tem indícios que levem a identificação de algum suspeito. "Devido ao horário que ocorreram os ataques, por volta da meia-noite, para as vítimas e testemunhas é quase impossível fazer descrições concretas sobre o agressor", disse Gassen. O suspeito foi descrito como um homem magro que usa uma jaqueta preta e um gorro bege. CN/ots

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