1933: "King Kong" estreia nos cinemas

Jochen Kürten (rw)

Em 2 de março de 1933 estreava nos EUA o filme do gigantesco gorila, que virou grande sucesso do cinema de horror. Era a história de King Kong, que consegue se libertar do cativeiro depois de ser levado para Nova York.King Kong narra a história de uma equipe de filmagem que viaja a uma ilha dos mares do Sul para documentar os misteriosos gorilas gigantes. O monstro e outros animais pré-históricos vivem numa metade da ilha, enquanto a outra é habitada por uma tribo que idolatra King Kong como um deus e lhe oferece sacrifícios humanos. Na Alemanha, o filme chamou-se King Kong e a mulher branca, em referência à paixão do enorme gorila por Ann Darrow, a bela da expedição. O grupo consegue dominar o animal e acorrentá-lo para o transporte de navio até Nova York. Porém, muito mais forte do que as insignificantes correntes de metal, King Kong consegue se libertar, rapta a mulher que o fascina e provoca o maior caos na selva urbana. Final trágico e inesquecível O final é trágico. Quem já não viu a famosa cena do gigantesco gorila agarrado ao Empire State Building, segurando sua amada na palma da mão e sendo bombardeado por aviões de caça de todos os lados? Por fim, cai morto, não sem antes deixar a amada sã e salva num parapeito do arranha-céu. O epílogo é tão marcante que a atriz principal do filme, a canadense Fay Wray, destacou em suas memórias que ficou impressionada com o seu contexto erótico. Além de Wray, então com 25 anos, atuaram ainda no filme Robert Armstrong, Bruce Cabot, Frank Reicher, Sam Hardy, Noble Johnson e James Flavin. A direção foi de Merian Cooper e Ernest Schoedsack, com destaque também para a música de Max Steiner. A primeira versão desse argumento baseado na história de Merian C. Cooper e Edgar Wallace foi pioneira na criação e no uso de efeitos especiais. A técnica de Willis O'Brien convence ainda hoje, apesar da evolução tecnológica. Ao comentar o significado de King Kong, o crítico Georg Seesslen escreveu em sua Mitologia do filme de horror: "Antes de ser corrompido pelo ser humano, o enorme macaco Kong é apenas parte da natureza. Só depois de ser retirado do seu meio, vira um monstro. Ao final, é o amante desprezado; o selvagem que não consegue se articular e que se torna vítima de sua paixão." Moral da história: não foram os tiros mortais dos aviões que mataram o rei Kong, e sim o amor.

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