Trump e Merkel devem se reunir na Casa Branca

Primeiro encontro entre o presidente americano e a chanceler federal alemã deve acontecer ainda neste mês, segundo fontes oficiais. Berlim, no entanto, não confirma reunião. Otan e terrorismo devem ser temas abordados.A chanceler federal alemã, Angela Merkel, deve ser recebida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca no próximo dia 14 de março, segundo informaram fontes oficiais citadas por agências de notícias internacionais nesta sexta-feira (03/03). Por sua parte, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, que acompanha Merkel em visita diplomática ao Norte da África, disse que Berlim "não nega" planos de uma reunião entre os dois. Merkel e Trump conversaram por telefone em janeiro, logo após a posse do novo governo americano, quando foi destacada a "importância fundamental" que ambos dão à Otan. No telefonema, eles abordaram desde a situação no Oriente Médio e no Norte da África, as relações com a Rússia e o conflito ucraniano, além da vontade de ambos de cooperar mais estreitamente na luta contra o terrorismo internacional. Esses temas devem ser novamente discutidos em reunião presencial. Enquanto a chefe de governo alemã manteve uma relação próxima com a Casa Branca ao longo dos oito anos de governo do ex-presidente Barack Obama, o relacionamento com Trump, por outro lado, tem um histórico marcado por discordâncias políticas e troca de acusações. Antes ainda de ser eleito, Trump fez duras críticas à política de refugiados de Merkel, chegando a afirmar, em dezembro de 2015, que a chefe de governo estava "arruinando a Alemanha". Em janeiro deste ano, o presidente classificou tal política migratória como "um erro catastrófico". Merkel, na ocasião, rechaçou os comentários do líder americano, insistindo que a União Europeia pode tomar conta de si própria. "Nós, europeus, temos nosso destino nas próprias mãos." Na primeira conversa telefônica após a eleição de Trump em 8 de novembro, Merkel destacou ao republicano a importância dos valores democráticos. Qualquer "cooperação estreita" deve levar em conta "os valores da democracia, a liberdade, o respeito pelas leis e a dignidade humana, sem importar origem, cor da pele, religião, gênero, orientação sexual ou convicção política", disse ela. Mais recentemente, a líder alemã lançou críticas diretas ao governo americano, condenando a ordem executiva de Trump que restringia temporariamente a entrada nos EUA de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana, mais tarde derrubada pela Justiça americana. EK/efe/ap/lusa/rtr

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