Tropas iraquianas avançam em Mossul

Após intensos combates, forças locais apoiadas pelos EUA retomam complexo do governo, o que deverá possibilitar início de ofensiva no oeste da cidade, onde 750 mil ainda estão isoladas pelo "Estado Islâmico$escape.getQuote().As forças iraquianas, apoiadas pelos Estados Unidos, realizaram significativos na luta para retomar Mossul das mãos do grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) com a reconquista, nesta terça-feira (07/03), do complexo da sede do governo provincial de Nineveh, no oeste da cidade. Após intensos combates, as tropas da polícia iraquiana reassumiram o controle do local, onde se encontram a sede da polícia, os tribunais e os escritórios da companhia de abastecimento de água. A sede do governo da província é localizada próximo às margens do rio Tigre e à área mais densamente povoada de Mossul, a cidade velha. Esta região, repleta de ruas estreitas que impedem a passagem dos veículos blindados, é considerada pelos militares como a mais difícil de ser recuperada. Acredita-se que centenas de milhares de civis estejam confinados nessa parte da cidade. As tropas iraquianas também retomaram a ponte Al-Hurriya, o que deverá permitir restabelecer a ligação entre o leste da cidade, conquistado anteriormente pelas forças do governo, com o oeste. Esta é a segunda das cinco pontes que atravessam o rio Tigre a ser retomada pelas forças de segurança. Todas elas foram danificadas ou destruídas. As forças iraquianas terão de fazer reparos ou construir pontes flutuantes para religar as duas margens do rio que divide a cidade. Os bairros a leste do rio Tigre foram completamente libertados no mês de janeiro. A ofensiva na parte oeste de Mossul foi iniciada há duas semanas. As autoridades iraquianas informaram que as forças de segurança recapturaram o museu da cidade, cujo acervo foi amplamente danificado pelos jihadistas, que divulgaram em fevereiro de 2015 um vídeo com imagens da destruição de artefatos preciosos. Os intensos combates pela retomada de Mossul forçaram o deslocamento de mais de 50 mil pessoas, segundo a Organização Internacional para a Migração (OIM). Esse número, porém, representa uma pequena parcela dos 750 mil que, acredita-se, ainda estão sob domínio do EI no oeste da cidade. RC/efe/afp

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