Merkel diz que soube do escândalo da Volkswagen pela imprensa

Chanceler federal nega conhecimento prévio sobre esquema fraudulento de manipulação de emissões da montadora alemã. Depoimento foi dado a comissão parlamentar que busca esclarecer se membros do governo sabiam da fraude.Em depoimento nesta quarta-feira (08/03) perante uma comissão de investigação parlamentar na Alemanha, a chanceler federal Angela Merkel declarou que soube pela primeira vez do escândalo de emissões envolvendo a Volkswagen pela imprensa, quando o assunto vazou em setembro de 2015. Merkel é a última testemunha a ser ouvida pela comissão no Parlamento alemão, criada em 2016 para determinar se o governo sabia das manipulações ilegais da montadora alemã – em 2015, a empresa reconheceu ter equipado milhões de veículos com um dispositivo que os fazia parecer menos poluentes, permitindo ao Grupo Volkswagen contornar as leis americanas antipoluição. A chanceler federal, no entanto, assegurou que soube da fraude somente no dia 19 de setembro de 2016, quando os meios de comunicação repercutiram o escândalo. Dois dias depois, segundo seu depoimento, ela foi informada sobre o caso pelo ministro dos Transportes, Alexander Dobrindt. Merkel afirmou também que, mais tarde, "provavelmente em 22 de setembro", conversou por telefone com o então presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, sobre as fraudes. Questionada pela comissão sobre o que o empresário teria dito a ela no telefonema, a líder respondeu: "Nada além do que eu já sabia com base nas informações do ministro dos Transportes e da imprensa". A chanceler federal ainda negou que seu governo tenha fracassado ao lidar com o escândalo, depois de partidos da oposição terem acusado Berlim de ter sido muito permissiva em relação à montadora. Merkel, que foi ministra do Meio Ambiente antes de se tornar chefe de governo, classificou como "infeliz" o fato de a Volkswagen ter enganado as autoridades americanas, dizendo que as fraudes são "lamentáveis" para a imagem da indústria automotiva alemã. Questionada sobre o porquê de o escândalo ter sido descoberto nos EUA e não na Alemanha, ela disse "não ter explicações". EK/afp/dpa/rtr/efe

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