CIA acusa Wikileaks de pôr vidas em risco

Agência de inteligência afirma que divulgação de documentos secretos sobre ciberespionagem beneficia adversários dos EUA. Casa Branca ameaça punir culpados por vazamento.A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos acusou nesta quarta-feira (08/03) a plataforma Wikileaks de ajudar os adversários do país e colocar vidas americanas em risco, após a divulgação de documentos secretos que revelam métodos de espionagem digital supostamente praticados pela agência com o desenvolvimento de armas cibernéticas. O vazamento inclui 8.761 documentos que expõem detalhes da utilização e desenvolvimento de ferramentas de hacking como vírus, cavalos de troia, malwares e outras armas digitais capazes de contornar a criptografia de aplicativos de mensagens populares como Whatsapp e Telegram, além de transformar smartphones e aparehos de televisão em ferramentas de espionagem. "O público deveria se inquietar com qualquer divulgação do Wikileaks que tem por objetivo alterar a capacidade da comunidade de inteligência de proteger os EUA dos terroristas e de outros adversários", disse a porta-voz da CIA Heather Fritz Horniak. Ela não confirmou a autenticidade dos documentos divulgados, mas saiu em defesa das operações cibernéticas promovidas pela agência. "É o trabalho da CIA ser inovadora, de vanguarda, e a primeira linha de defesa é proteger nosso países de inimigos externos", disse Horniak. Segundo o jornal americano Washington Post, o FBI prepara uma "grande caça aos informantes" para determinar como o Wikileaks teve acesso aos documentos. Trump "extremamente preocupado" Nesta quarta-feira, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse que o presidente americano, Donald Trump, está "extremamente preocupado" sobre a quebra na segurança da CIA . "Qualquer um que vaze informações confidenciais será punido pelo grau mais alto da lei", disse Spicer. Dois funcionários da CIA disseram à agência de notícias Reuters que empresas ou funcionários prestadores de serviço seriam os responsáveis pelo vazamento das informações: segundo afirmam, as agências de inteligência já tinham conhecimento da quebra de sigilo desde o ano passado. As fontes entrevistadas pela Reuters sustentam que os documentos vazados pelo Wikileaks são autênticos. A maioria dos analistas que examinaram o conteúdo do material também atestou que seria de fato verdadeiro. RC/rtr/lusa/ap

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