Tropas iraquianas encontram cova com 500 corpos em Mossul

Paramilitares afirmam que corpos são de prisioneiros que foram massacrados pelo EI há mais de dois anosUma milícia ligada ao governo do Iraque anunciou neste sábado (11/3) que encontrou uma cova coletiva com cerca de 500 corpos no oeste da cidade de Mossul. Segundo representantes do grupo paramilitar Hashed al-Shaabi, os corpos pertenciam a centenas de pessoas que estavam detidas na prisão de Badush, uma instalação situada a 25 quilômetros da cidade. A prisão foi tomada pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI) há dois anos e meio. Depois da conquista, os terroristas usaram o local como palco de massacres. Os paramilitares afirmam que a maioria dos executados era composta por muçulmanos xiitas. Após esvaziarem a prisão, os membros do EI usaram a construção para aprisionar centenas de mulheres da minoria yazidi, que passaram a ser mantidas como escravas sexuais. O local foi reconquistado por tropas do governo iraquiano nesta semana. Segundo um comandante, ninguém foi encontrado vivo na prisão. Os números divulgados pelo grupo paramilitar ainda não foram confirmados de forma independente, mas a cifra é consistente com a apresentada em um relatório da ONG Human Rights Watch, que havia apontado que terroristas do EI executaram 600 prisioneiros em junho de 2014. Desde o início das operações militares para reconquistar território perdido para o EI, tropas do governo iraquiano têm se deparado com várias covas coletivas. No dia 26 de fevereiro, também na área de Mossul, militares descobriram uma cova com cerca de cem corpos. Em novembro, ao sul de Mossul, também foi descoberta uma vala com 250 corpos, muitos de policiais executados pelos terroristas. Atentado em Damasco Também neste sábado, um atentado no centro histórico de Damasco, na Síria, deixou mais de 50 mortos e 120 feridos, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Iraque. A agência de notícias estatal síria Sana atribuiu o "ataque a terroristas", sem informar sua autoria. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, apontou que 47 peregrinos e 12 paramilitares sírios morreram no ataque. Nenhum grupo assumiu a autoria do grupo. Peregrinos xiitas e lugares sagrados para esta corrente do islã costumam ser alvo de atentados cometidos por membros do EI ou de grupos ligados à rede Al Qaeda.

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