Turquia suspende relações diplomáticas com a Holanda

Governo turco proíbe aterrissagem no país de voos diplomáticos, impedindo que embaixador da Holanda retorne a Ancara, e cancela reuniões políticas. Disputa entre países começou com suspensão de comícios turcos.Em meio a uma disputa que começou com a proibição de comícios políticos turcos na Holanda, a Turquia decidiu nesta segunda-feira (13/03) suspender as relações diplomáticas com o país europeu. A Turquia anunciou que negará a permissão de aterrissagem de futuros voos diplomáticos holandeses, impedindo desta maneira o retorno a Ancara do embaixador da Holanda, que está de férias, e suspendeu todas as reuniões políticas previstas. "Foi decidido que até que as nossas exigências sejam respeitadas, o embaixador da Holanda não será autorizado a regressar", disse o vice-primeiro-ministro turco e porta-voz do governo, Numan Kurtulmus, à imprensa, no final de uma reunião do governo. Ele afirmou que a decisão se limita as visitas e voos oficiais que queiram usar espaço aéreo turco, e não afeta os cidadãos comuns. "Em segundo lugar, até que a Holanda ofereça uma compensação pelo que fez, decidimos suspender e adiar todas as relações de alto nível previstas, assim como as reuniões de ministros e superiores", acrescentou. As medidas do Executivo em Ancara visam forçar à Holanda a se desculpar pelo tratamento dado à ministra de Família e Assuntos Sociais turca, Fatma Betül Sayan. No sábado, ela foi retida em Roterdã, onde tentou fazer um comício, e depois enviada à Alemanha. O governo de Recep Tayyip Erdogan comparou a decisão dos holandeses a práticas nazistas. "Esta crise não é de responsabilidade da Turquia e nem a desejamos", garantiu Kurtulmus, que prometeu "agir de forma responsável, mas firme, e tendo especial cuidado para não afetar o povo holandês". O governo holandês proibiu os comícios, que fariam propaganda a favor do referendo constitucional para decidir se o presidente turco deve receber mais poderes, como a capacidade de governar por decreto, alegando que os eventos poderiam trazer "riscos para a ordem pública e a segurança". A decisão deu início a uma queda de braço entre os países. CN/efe/lusa/rtr

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