União Europeia e Turquia dominam debate na Holanda

A dois dias das eleições parlamentares, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, enfrenta o populista de direita Geert Wilders. Ambos destacam que não pretendem negociar coalizão entre si.O futuro da Holanda na União Europeia (UE) foi um dos principais temas do debate entre o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, e seu principal adversário, o populista de direita Geert Wilders, nesta segunda-feira (13/03), a dois dias das eleições parlamentares. A crise diplomática com a Turquia e a suposta ameaça do islã ao país também foram abordadas na discussão. No primeiro e único debate entre os dois políticos que lideram as intenções de voto, ambos se acusaram mutuamente de falta de credibilidade e destacaram que não têm interesse em cooperar ou negociar uma coalizão de governo. Wilders, do Partido para a Liberdade (PVV), aproveitou o debate para pedir o Nexit, a saída da Holanda da UE. "Então seremos novamente o chefe da nossa própria casa", disse. Rutte afirmou que a proposta do adversário coloca em risco o país e tratará o caos para a Holanda. O primeiro-ministro acrescentou que ao menos 1,5 milhão de postos de trabalho seriam perdidos com essa decisão. Wilders prometeu ainda combater a "islamização" do país, fechando mesquitas, proibindo a entrada de imigrantes muçulmanos e a venda do alcorão. O populista acusouo premiê de ser um refém do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. A Holanda enfrenta uma disputa diplomática com a Turquia após o cancelamento de comícios políticos turcos no final de semana. Wilders exigiu a expulsão imediata do Embaixador da Turquia no país. Em resposta, Rutte defendeu que o momento é de diminuir a tensão com a Turquia. "Aqui está a diferença entre postar tweets do sofá e conduzir um país. Se você lidera um país, precisa tomar medidas sensatas", disse arrancando aplausos da plateia. Rutte insistiu que Wilders não é capaz de oferecer soluções reais para problemas na economia, saúde e imigração e destacou que a Holanda tem uma das melhores economias da Europa graças a concessões de partidos pelo interesse nacional. As últimas pesquisas indicam que o resultado eleitoral será acirrado, com uma pequena vantagem para a legenda de Rutte, o liberal Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD). Segundo as pesquisas mais recentes, ele lidera com 16% e teria a maior bancada num Parlamento fragmentado. As eleições na Holanda estão sendo vistas como um sinal para uma possível ascensão de partidos populistas de direita na Europa, onde França e Alemanha vão às urnas neste ano. CN/efe/dpa/afp/ap

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