Opinião: Desconfortável Trump encontra soberana Merkel

Miodrag Soric (cn)

Tensão de Donald Trump era visível. Angela Merkel desfruta ainda de grande prestígio nos Estados Unidos e poderia ajudar o presidente americano no futuro, opina o correspondente Miodrag Soric.Apenas não queimar a largada! A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planejaram destacar as semelhanças, minimizar as diferenças ou nem abordá-las. Eles se detiveram nisso, principalmente em frente à imprensa. Embora tenha chamado a atenção como o anfitrião estava tenso. Nenhuma surpresa. Em Washington, ele não tem tido muito sucesso – nem na política migratória, nem na reforma do sistema de saúde ou no trato com os serviços secretos. A última coisa que o presidente precisaria agora seria um deslize com a chefe de governo mais antiga no cargo do mundo. Merkel desfruta de um grande prestígio em Washington, apesar de sua política de refugiados, rejeitada por muitos americanos. Principalmente, a magnitude econômica da Alemanha impressiona. Trump é o terceiro presidente americano com quem ela precisa encontrar uma linguagem comum e um entendimento político básico. No seu primeiro encontro, isso não foi tão ruim. Com um comportamento soberano, ela lançou uma palavra-chave depois de outra: valores comuns, adesão à Otan, fronteiras abertas dentro da União Europeia, livre-comércio, também uma relação melhor com a Rússia, mas depois de ter solucionado a crise na Ucrânia. Única indireta da chanceler: é melhor conversamos entre nós do que sobre nós. Sem dúvida, uma referência às críticas parcialmente descaradas do candidato Trump a Merkel, que agora o presidente Trump deseja esquecer. Diante da convidada, ele se mostrou educado e solícito. Pequena vitória Ambos os lados conquistaram uma pequena vitória: Merkel prometeu, mais uma vez, aumentar os gastos com Defesa. Já Trump reconheceu a Otan, sem mais nem menos. E, menos assim, ambos se atrelaram aos seus diferentes ideais, como no comércio. Durante a coletiva de imprensa, Trump não disse uma palavra sobre o acordo de livre-comércio planejado com a Europa. Ao contrário, a chanceler destacou que ambos os lados lucrariam com o tratado. Os dois tiveram um diálogo mais aberto a portas fechadas. As principais posições políticas da chanceler são conhecidas: sua admiração pelos EUA, sua fidelidade à Otan e à União Europeia, sua adesão ao valores ocidentais. Ao contrário de Trump, que com suas declarações no ano passado semeou dúvidas sobre sua posição política. Agora, ele é "capturado" aos poucos por políticos experientes, como Merkel ou o primeiro-ministro japonês. O cargo faz o estadista e não o contrário. Outros encontros seguirão ao primeiro de Trump e Merkel. Resultados quase não eram esperados nesta visita. Trump ainda se familiariza com o papel de presidente. Angela Merkel deveria ajudá-lo nessa tarefa, até o limite dos interesses alemães. Pois, no fim, ninguém lucrará com uma divisão do Ocidente. Nem mesmo seus inimigos.

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