EUA e China querem cooperar mais em relação à Coreia do Norte

Em visita a Pequim, secretário de Estado americano diz que tensões na península coreana atingiram nível perigoso e que é preciso frear desenvolvimento de armas nucleares pelo regime em Pyongyang.Em visita oficial à China, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou neste sábado (18/03) que os dois países concordaram que as tensões na península coreana atingiram um nível muito perigoso e se comprometeram a fazer todo o possível para convencer a Coreia do Norte a cessar o desenvolvimento de armamentos nucleares. "Penso que compartilhamos a opinião de que as tensões na península são agora muito elevadas e de que a situação alcançou um nível muito perigoso", afirmou Tillerson ao lado do ministro do Exterior da China, Wang Yi, depois de encontro em Pequim. Entenda por que a China precisa da Coreia do Norte A China tem pressionado os EUA a dialogar com o regime norte-coreano. Wang destacou que as negociações devem ser acompanhadas de sanções. "Todas as partes precisam implementar as sanções e reiniciar as conversas ao mesmo tempo", afirmou o ministro chinês. Pelo Twitter, o presidente americano, Donald Trump, disse que a China tem feito muito pouco para diminuir as tensões. Debater novas estratégias para lidar com a Coreia do Norte é um dos principais objetivos da primeira viagem do secretário americano à Ásia. Na Coreia do Sul, onde esteve nesta sexta-feira, Tillerson afirmou que a política de paciência estratégica terminou e que uma ação militar contra o regime do ditador Kim Jong-un é uma opção a ser considerada. "Se eles elevarem a ameaça do seu programa de armas para um nível em que acreditarmos que uma ação será necessária, essa opção está em cima da mesa", declarou ao ressaltar que "20 anos de conversas" resultaram na atual tensão. Desde o início de 2016, o regime de Kim Jong-un fez dois testes nucleares e lançou dezenas de mísseis balísticos. Especialistas acreditam que, em alguns anos, a Coreia do Norte desenvolverá mísseis nucleares com capacidade de alcançar os Estados Unidos. Relações comerciais Tillerson e Wang também discutiram questões econômicas. Segundo o secretário americano, os EUA querem alcançar uma relação comercial justa com o gigante asiático, que gere lucro para os dois países. "Deveríamos ter uma relação comercial positiva, que seja justa, e ofereça dividendos para ambos os lados. Vamos trabalhar nessa direção", afirmou. Em resposta, Wang disse que o objetivo é "abordar de forma apropriada os atritos comerciais para que se alcance um resultado favorável para as duas partes". O encontro ocorreu depois de Trump criticar o superávit comercial chinês e acusar o país de roubar empregos dos trabalhadores americanos. Tillerson, que teve uma série de reuniões com líderes chineses em Pequim, ressaltou que, na condição de maiores economias mundiais, Estados Unidos e China "devem promover a estabilidade e o crescimento. A viagem de Tillerson termina neste domingo com um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping. Durante a semana, ele também teve encontros com autoridades no Japão e Coreia do Sul. KG/efe/dpa/lusa

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