Petrobras tem prejuízo de R$ 14,8 bilhões em 2016

Estatal anuncia balanço do ano passado, marcando terceiro ano seguido de perdas bilionárias. Prejuízo, porém, apresentou uma forte redução em comparação com 2015, devido ao aumento das exportações e redução das despesas.A Petrobras fechou o ano de 2016 com um prejuízo de 14,8 bilhões de reais, marcando o terceiro ano consecutivo de resultados negativos. O anúncio foi feito pela estatal nesta terça-feira (21/03). Apesar do valor bilionário, o prejuízo no ano passado sofreu forte queda em comparação com 2015, quando foi registrado em 34,8 bilhões de reais. Em 2014, as perdas somaram 21,6 bilhões de reais. No quarto trimestre de 2016, a petrolífera registrou um lucro de 2,5 bilhões de reais, devido a um aumento de 12% das exportações e à redução de gastos. O ganho, porém, não foi suficiente para reverter o prejuízo de 17,3 bilhões acumulado nos primeiros três semestres do ano passado. Em comunicado à imprensa, a Petrobras menciona, entre as causas dos resultados negativos, o preço mais baixo do petróleo em 2016, a retração do mercado nacional de derivados – com queda de 8% no volume de vendas no mercado interno – e a menor geração de energia elétrica. Um destaque positivo foi a redução em 20% do endividamento, que passou de 392 bilhões de reais em 2015 para 314 bilhões de reais no ano passado – o equivalente a 96,38 bilhões de dólares. Apesar da queda, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou que a dívida "é a mais alta entre as companhias de óleo e gás do mundo". "Nossa dívida ainda é maior que a de todos os estados da federação, excluindo São Paulo. Não podemos descuidar dela", disse ele em coletiva de imprensa. Em termos operacionais, a estatal cumpriu sua meta de produção pelo segundo ano consecutivo, atingindo 2,144 milhões de barris de petróleo por dia no Brasil, segundo informou a empresa. Além disso, com maior geração operacional e uma redução de investimentos em 32%, a Petrobras alcançou um fluxo de caixa livre de 41,57 bilhões de reais no ano passado. Segundo a estatal, os últimos três meses de 2016 marcam o sétimo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre positivo. Com mais um resultado negativo, a petrolífera deve seguir a tendência dos anos anteriores e não pagar dividendos aos seus acionistas. "Embora seja desejo da empresa fazê-lo o mais rápido possível, não tivemos resultado positivo para tanto", declarou Parente ao anunciar os resultados. EK/abr/ots

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