Polícia grega intercepta cartas suspeitas

Correspondências eram similares a cartas-bomba enviadas na semana passada ao ministro das Finanças da Alemanha e ao FMI. Destinatários seriam funcionários da União Europeia e empresários.O serviço antiterrorista da polícia grega anunciou ter encontrado oito cartas suspeitas num centro de triagem dos correios no município de Kryoneri, ao norte de Atenas. Os pacotes eram similares às duas cartas-bomba enviadas na semana passada à Alemanha e à França. Entre os remetentes aparecem, segundo uma fonte de segurança e veículos de comunicação, os nomes de importantes personalidades acadêmicas da economia e da política da Grécia. Como destinatários figurariam funcionários da União Europeia (UE) e empresários. As autoridades gregas estão em alerta desde o envio das duas cartas contendo explosivos na semana passada. Em 15 de março, autoridades alemãs interceptaram um livro escondendo explosivos e endereçado ao ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble. No dia seguinte, um segundo pacote explodiu no escritório do Fundo Monetário Internacional (FMI) nem Paris e feriu um assistente administrativo. Das duas cartas remetidas na Grécia, somente a enviada ao ministro alemão de Finanças foi até agora reivindicada pela organização grega de extrema esquerda Conspiração das Células de Fogo. Criado em 2008, o grupo era dado como desarticulado até sua reaparição em outubro do ano passado. Autoridades gregas, no entanto, afirmam acreditar que o grupo também seja responsável pela bomba enviada ao FMI. "Reivindicamos a responsabilidade pelo envio de um pacote com uma armadilha para o ministro alemão das Finanças", publicou a Conspiração das Células de Fogo em um comunicado na internet. Como remetente de ambas as cartas aparecia o nome de dois altos cargos do principal partido da oposição, Nova Democracia (ND): Ádonis Yeoryiadis, vice-presidente, e Vasilis Kikilias, porta-voz. A Conspiração das Células de Fogo, considerada uma organização terrorista pelos EUA, enviou cartas-bomba a líderes europeus – incluindo a chanceler federal alemã, Angela Merkel – e várias embaixadas estrangeiras em Atenas, em 2010. Segundo a polícia grega, o grupo realizou mais de 150 atos criminosos nos últimos anos. PV/efe/lusa/afp/rtr/ap

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