Mais de meio bilhão de pessoas não têm acesso a água potável

Estudo aponta que falta de água limpa afeta principalmente áreas rurais dos países mais pobres, mas também economias emergentes. Organização prevê que problema atinja 40% da população global até 2050.Centenas de milhões de pessoas em todo o mundo vivem sem acesso a água limpa para beber, de acordo com um novo relatório da organização internacional WaterAid, lançado nesta quarta-feira (22/03) por ocasião do Dia Mundial da Água. "Atualmente, 663 milhões de pessoas ainda estão sem água potável, e a grande maioria – 522 milhões – vive em áreas rurais", diz o relatório. O problema afeta principalmente os países mais pobres, mas está presente também em algumas grandes economias do mundo. Três países africanos – Angola, República Democrática do Congo e Guiné Equatorial – encabeçam a lista dos países mais afetados pela falta de água potável. Em cada um desses países, mais de dois terços dos habitantes em zonas rurais estão desprovidos de água limpa. Papua Nova-Guiné, Madagascar e Moçambique foram listados pela WaterAid entre os 20% dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas e menos dispostos a se adaptar. A Índia, por outro lado, uma das economias de crescimento mais acelerado do mundo, também registra um alto número de pessoas sem acesso a água limpa. Segundo o relatório, 63,4 milhões de indianos em áreas rurais estão desprovidos de água potável, o maior número de pessoas num único país – a Índia detém a segunda maior população do mundo (1,2 bilhão de habitantes). Na China, outra economia poderosa e com uma população de cerca de 1,4 bilhão de pessoas, 43,7 milhões dos habitantes vivem sem água limpa em áreas rurais. O relatório da WaterAid destaca também o fato de que as mudanças climáticas, acompanhadas de fenômenos climáticos extremos, como ciclones, inundações e secas prolongadas, provavelmente aumentará os problemas de água. O estudo prevê que mais de 40% da população global provavelmente terá problemas com abastecimento de água potável até 2050. Doenças como cólera, conjuntivite granulomatosa, malária e dengue devem se tornar mais comuns. Além disso, a desnutrição deve aumentar, uma vez que as comunidades agrícolas enfrentam problemas para cultivar alimentos e criar animais em meio a altas temperaturas. "Água limpa não é um privilégio, é um direito humano básico. Mas mais de meio bilhão de pessoas rurais ainda vivem sem acesso a água potável", disse Rosie Wheen, executiva-chefe da WaterAid. A organização pede ações dos governos mundiais para financiar projetos relacionados a água, saneamento e higiene, e ajudar os países mais pobres a lidar com as mudanças climáticas. PV/dpa/rtr

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