Bolívia suspende reunião da OEA sobre Venezuela

Dois dias após assumir presidência rotativa do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos, país aliado de Maduro alega falta de informação para realizar sessão. Suspensão é criticada por diplomatas.Contrariando o pedido de 20 países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), a Bolívia, que assumiu há dois dias a presidência rotativa do Conselho Permanente do organismo, suspendeu nesta segunda-feira (03/04) a sessão extraordinária convocada para discutir a crise na Venezuela. Diplomatas criticaram a decisão. Em comunicado, o governo boliviano defendeu a suspensão e argumentou que a decisão foi tomada por não receber as informações necessárias para presidir a sessão. O Ministério do Exterior boliviano ressaltou convocará uma nova reunião, seguindo as normas da organização. Aliada do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a Bolívia afirmou ainda que não aceitará imposições ou pressões contra sua soberania e disse que pretende conduzir a OEA com base no respeito e na colaboração mútua. Segundo fontes diplomáticas ouvidas pela agência de notícias Efe, a decisão da Bolívia é insólita, pois, embora o regulamento não seja preciso neste sentido, sempre ficou entendido que o presidente do Conselho tem uma função de coordenador e que atua em consulta com os Estados. O embaixador mexicano na OEA, Luis Alfonso de Alba, considerou a decisão "unilateral" e "sem justificativa" da Bolívia um abuso grave. Alba avalia a possibilidade de realizar um encontro informal entre os países que solicitaram a sessão extraordinária ainda nesta segunda-feira. Os 20 países que solicitaram a sessão são Canadá, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Santa Lúcia, Jamaica, Barbados, Bahamas, Guiana, Uruguai e Belize. A convocação foi feita com o objetivo de "considerar os recentes eventos" na Venezuela, mas em sua ordem do dia levava incorporada a votação de uma minuta de resolução que inclui as reivindicações mais exigentes feitas pelos países da OEA até agora ao governo Maduro. O texto expressa uma "profunda preocupação com a grave alteração inconstitucional da ordem democrática" na Venezuela e o "apoio contínuo por um diálogo e negociação que leve à restauração da ordem democrática". CN/efe/dpa

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