Polônia acusa controladores russos por queda de avião em 2010

Ministério Público conclui que comportamento de russos na torre de controle do aeroporto de Smolensk foi uma das causas do acidente aéreo que matou o então presidente Lech Kaczynski e outras 95 pessoas, na Rússia.O Ministério Público da Polônia acusou nesta segunda-feira (03/04) dois controladores de tráfego aéreo russos de terem contribuído deliberadamente para o acidente aéreo de 2010 em Smolensk, na Rússia, que matou o então presidente polonês Lech Kaczynski e outras 95 pessoas. A acusação é a conclusão da nova investigação sobre a tragédia. Em entrevista coletiva, o chefe do Ministério Público Nacional, Marek Kuczynski, disse que "não há dúvida" de que uma das causas do acidente foi o comportamento das pessoas que se encontravam na torre de controle do aeroporto russo de Smolensk, mas detalhou que, por enquanto, não foram apresentadas acusações formais. Kuczynski, que fez o pronunciamento acompanhado de dois dos investigadores responsáveis pela reabertura do caso sobre o acidente aéreo, explicou que a promotoria polonesa pretende interrogar as pessoas que se encontravam na torre de controle no dia em que aconteceu a tragédia. O Ministério Público também afirmou que não pode revelar detalhes do que aconteceu no dia do acidente até interrogar os controladores. A investigação concluiu a culpa da torre de controle com base nos diálogos entre os pilotos poloneses e os controladores russos. Rússia nega versão polonesa No dia 10 de abril de 2010, o avião presidencial polonês caiu ao tentar aterrissar em Smolensk, matando Kaczynski e os 95 ocupantes do avião presidencial, entre eles sua esposa e grande parte da cúpula militar, eclesiástica e política da Polônia vinculada ao partido nacionalista-conservador Lei e Justiça. De Smolensk, a comitiva se dirigiria por terra a um evento no cemitério de Katyn, onde jazem os corpos de milhares de poloneses massacrados pelos soviéticos, em valas que foram descobertas durante a Segunda Guerra Mundial, mas sobre as quais a ex- União Soviética negou qualquer responsabilidade. A investigação sobre o incidente foi reaberta pela legenda Lei e Justiça, que venceu as eleições gerais de outubro de 2015. O partido considerava que os relatórios realizados após a tragédia não estavam corretos. O inquérito anterior alegava que controladores russos contribuíram involuntariamente para o pior desastre na Polônia desde a Segunda Guerra Mundial. Moscou contestou essa versão e culpava os poloneses pelo incidente. A Rússia, no entanto, se recusa a devolver para a Polônia os destroços e as caixas-pretas do avião. As novas alegações do Ministério Público podem estremecer ainda mais a relação entre Varsóvia e o Kremlin. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou nesta segunda-feira a nova versão polonesa sobre a queda do avião e disse que as circunstâncias da tragédia já foram minuciosamente analisadas. "Não podemos concordar com essas conclusões", acrescentou. CN/efe/rtr/ap

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