EUA emitem sinais contraditórios sobre política para Síria

Nikki Haley, representante dos EUA na ONU, diz que presidente sírio tem que deixar o poder. Já secretário de Estado Rex Tillerson afirma que a derrota do "Estado Islâmico" continua sendo prioridade máxima.A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, exigiu neste domingo (09/04) que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, deixe o poder, a fim de que haja uma solução estável para o país árabe. "Observando suas ações e olhando a situação, é muito difícil ver um governo pacífico e estável com Assad", disse Haley em entrevista à CNN, acrescentando que os EUA também tentam acabar com o "Estado Islâmico" (EI) e com a "influência iraniana". As declarações de Haley – que poderiam supor uma mudança de curso na política externa de Washington – contradizem as do secretário de Estado, Rex Tillerson, que insistiu que a derrota do EI na Síria continuava sendo prioridade máxima para Washington. "É importante mantermos nossas prioridades claras. E acreditamos que a primeira seja a derrota do EI", declarou Tillerson em entrevista que será transmitida no fim da noite do domingo pela emissora CBS. Tillerson afirmou também que pressionará os russos sobre sua impotência em impedir que a Síria use armas químicas. "Eu não tiro conclusões de cumplicidade, mas claramente eles têm sido incompetentes e talvez tenham sido usados pelos sírios", frisou. Segundo o assessor de Segurança Nacional do governo Trump, o tenente-general do Exército Herbert Raymond McMaster, porém, não há contradições entre os comentários feitos por Tillerson, de que o EI deve ser derrotado primeiro, e de Haley, de que a saída de Assad é uma prioridade. Ele explicou que, de alguma forma, as duas prioridades são paralelas. "Tem que haver um grau de atividade simultânea, como também se colocar a derrota do EI primeiro na sequência", afirmou em entrevista à emissora Fox News. McMaster sublinhou que o ataque de mísseis de Trump foi "um sinal muito forte para Assad e seus apoiadores". Os EUA não ficarão de braços cruzados, e a Rússia deveria agora reconsiderar o apoio ao "regime assassino", concluiu o militar. FC/efe/ap/afp/lusa

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