EUA lançam "mãe de todas as bombas" no Afeganistão

Pentágono diz ter usado, pela primeira vez em combate, sua mais poderosa bomba não nuclear contra alvos do "Estado Islâmico". Projétil desenvolvido em 2003 contém cerca de dez toneladas de explosivos.O governo dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (13/04) que utilizou sua mais poderosa bomba não nuclear contra um alvo que seria do grupo "Estado Islâmico" (EI) no Afeganistão. Conhecida como "mãe de todas as bombas", a GBU-43 Massive Ordnance Air Blast (MOAB) foi criada à época da invasão americana ao Iraque, mas nunca havia sido usada por Washington em combate. Segundo informou o Pentágono em comunicado, o projétil, com cerca de dez toneladas de explosivos, foi lançado de uma aeronave americana às 19h32 (horário local) sobre um complexo de cavernas e túneis subterrâneos usado pelo EI no distrito de Achin, na província de Nangarhar, perto da fronteira com o Paquistão. Os combatentes jihadistas se assentaram nessa remota região do país e a denominaram de província de Khorasan, parte de seu autodeclarado califado. Os EUA estimam que haja entre 600 e 800 soldados do EI em território afegão, estando a maior parte deles em Nangarhar. "O bombardeio foi projetado para minimizar os riscos para as forças afegãs e americanas que conduzem operações nessa área e, ao mesmo tempo, potencializar a destruição de instalações e combatentes do EI-Khorasan", afirma a nota do Departamento de Defesa. John Nicholson, comandante das forças americanas no país, disse que o "Estado Islâmico" tem usado explosivos, bunkers e túneis para fortalecer sua defesa. "[A MOAB] é a munição adequada para reduzir esses obstáculos e manter o ritmo da nossa ofensiva contra o EI-Khorasan", declarou ele. Os Estados Unidos ainda avaliam quais foram os danos provocados pelo bombardeio. Segundo a emissora CNN, o país enviou drones de reconhecimento para o local. O Pentágono assegura que "foram tomadas todas as precauções possíveis para evitar a morte de civis". A bomba MOAB foi desenvolvida nos Estados Unidos há 15 anosmas até então só havia sido utilizada em testes controlados. Segundo a Força Aérea americana, na última vez em que ela foi testada, em 2003, foi possível avistar uma imensa nuvem em formato de cogumelo a uma distância de mais de 30 quilômetros. EK/efe/lusa/dpa/ap/afp/rtr/dw

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