Combatentes do EI morrem após bombardeio no Afeganistão

Segundo governo afegão, dispositivo conhecido como "mãe de todas as bombas" matou 36 membros do "Estado Islâmico" (EI). Ex-presidente Hamid Karzai critica ação militar em seu país.O Pentágono divulgou nesta sexta-feira (14/04) o vídeo do momento em que a bomba GBU-43, a mais potente do arsenal não nuclear dos Estados Unidos e nunca antes utilizada, impacta contra um sistema de cavernas do "Estado Islâmico" (EI) no leste do Afeganistão. A bomba lançada pelos americanos destruiu uma rede de túneis utilizada pelo "Estado Islâmico" e causou a morte de ao menos 36 combatentes do grupo radical islâmico, informou o governo afegão nesta sexta-feira. "Na sequência do bombardeio, esconderijos estratégicos do Daesh (sigla em árabe para 'Estado Islâmico') e uma rede de túneis foram destruídos, e 36 combatentes do Estado Islâmico foram mortos", disse o Ministério afegão da Defesa em comunicado. As autoridades afegãs descartaram a possibilidade de vítimas civis, segundo a agência de notícias AFP. As imagens aéreas mostram o momento em que aquela conhecida como a "mãe de todas as bombas" cai no declive de uma montanha do distrito de Achin, na província de Nangarhar, com uma potência equivalente a 11 toneladas de TNT. Uma imensa coluna de fumaça e escombros aparece após a explosão, que neste tipo de dispositivo acontece antes de tocar a terra para criar uma potente onda expansiva capaz de derrubar túneis e bunkers ao gerar um pequeno terremoto. Recado para EI Uma das primeiras vozes ouvidas contra esta ação militar foi a do ex-presidente afegão Hamid Karzai. "Nós temos de ser mais duros, e de forma veemente condeno o lançamento da última arma, a maior bomba não nuclear, no Afeganistão, pelos EUA", escreveu Karzai, na rede social Twitter. A bomba foi lançada na quinta-feira pela primeira vez em combate, uma vez que até agora estava apenas sujeita a testes, o primeiro dos quais em 2003 na Base Aérea de Englin, na Flórida. Outro teste foi realizado em 21 de novembro do mesmo ano. O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse que o objetivo do bombardeio era acabar com um "sistema de túneis" do grupo radical autoproclamado "Estado Islâmico", que permitia aos seus milicianos "mover-se com liberdade e atacar com mais facilidade os militares americanos e as forças afegãs". Segundo observadores, com o bombardeio, os EUA enviam agora um recado para o "Estado Islâmico". Em conversa com a DW, Michael Kugelman, do Centro Woodrow Wilson em Washington, afirmou: "Os EUA vão caçar o EI onde quer que o grupo esteja, não importa se no Afeganistão ou em outro lugar. No entanto, o atual bombardeio não deve ser entendido como um precedente para futuros ataques contra o EI." De acordo com Kugelman, nos últimos meses, os EUA e o governo afegão fizeram grandes avanços no combate ao EI na região. "Eu acredito que o bombardeio tinha o objetivo de atingir os combatentes que haviam sobrevivido nas operações afegão-americanas e haviam se recolhido no sistema de túneis." CA/efe/lusa/dw

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