Venezuelanos organizam protestos no exterior

Diego Fernando Gonzalez (as)

Manifestações em 50 cidades, incluindo cinco na Alemanha, tentam chamar a atenção do mundo para grave crise política e econômica da Venezuela e pedem respeito à democracia.Protestos em mais de 50 cidades do exterior chamaram a atenção neste sábado (15/04) para a crise política e econômica que afeta a Venezuela. Entre as metrópoles onde ocorreram manifestações estão Brasília, Buenos Aires, Toronto, Santiago, Cali, Barcelona, Londres, Washington e Nova York. Na Alemanha, os protestos aconteceram em Berlim, Düsseldorf, Frankfurt, Hamburgo e Stuttgart. As manifestações foram organizadas por movimentos civis como Un Mundo Sin Mordaza, Venmundo, Foro Penal Venezolano, Redes Ayuda y Mujeres Venezolanas en Acción. Cartazes dos protestos exibem slogans como "Não mais ditadura", "Não ao golpe de Estado" e "Em defesa da democracia e da liberdade". Segundo um comunicado difundido pelos organizadors, o objetivo é "exigir o fim da repressão na Venezuela e a realização de eleições, em prol da reconciliação nacional e do fim da crise humanitária no país". A Venezuela passa por uma séria crise no abastecimento de alimentos e remédios, além de inflação alta e violência. Protestos na Alemanha Em entrevista à DW, Anke Kunze, uma das organizadoras do ato público em Hamburgo, afirmou não ser filiada a nenhum partido político e que a intenção é chamar a atenção para a grave situação da Venezuela. Ela disse que a sua família vive em Caracas e enfrenta dificuldades para conseguir comida e remédios. "Envio medicamentos à minha família pelos amigos que viajam para a Venezuela, mas essa não pode ser a solução do problema", disse Kunze. A gerente de hotelaria Milsy Liebezeit é uma das organizadoras da manifestação em Düsseldorf. Ela afirmou que está na Alemanha desde 1998 e acompanha com atenção os acontecimentos na sua terra natal, onde vive quase toda a família. "Nenhum de nós tem formação política, não temos nada que ver com partidos. O que queremos é a união entre os venezuelanos", disse. Liebezeit está há três anos e meio organizando eventos contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Seu ativismo a levou até Bruxelas, onde falou perante o Parlamento Europeu sobre a situação na Venezuela. Ela disse que vários partidos políticos venezuelanos a procuraram para que fosse sua representante na Europa, mas que ela rejeitou os pedidos. "Se me uno a um partido, nossas manifestações perdem força. Nossa intenção é unir os venezuelanos e fazer com que o ódio entre irmãos desapareça", argumentou. Novas concentrações Os organizadores dos protestos anunciaram que as atividades não se limitarão a este sábado, mas se estenderão até a próxima quarta-feira, quando a Venezuela celebra os 207 anos de sua independência. Para esse dia, a maior aliança de partidos opositores, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), convocou para a "mãe de todas as marchas" em Caracas. O objetivo é exigir a realização de eleições, a libertação de presos políticos, o restabelecimento dos poderes da Assembleia Nacional e a abertura de um canal humanitário para aliviar a escassez de alimentos e remédios. Para esse dia também estão previstas concentrações nas cidades alemãs de Chemnitz e Munique.

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