Retirada de civis de cidades sitiadas na Síria é suspensa após ataque

Atentando a comboio que levava civis oriundos de cidades sitiadas deixou mais de 120 mortos, incluindo 68 crianças. Mais de 3 mil pessoas aguardam para serem transferidas de quatro localidades.A retirada de civis de quatro localidades sitiadas na Síria foi suspensa neste domingo (16/04), depois do ataque com bomba a um comboio de ônibus que levava mais de 5 mil civis sírios de áreas cercadas por rebeldes, neste sábado. O atentado deixou ao menos 126 mortos. Mais de 3 mil habitantes das localidades de Fuaa e Kafraya, que estão sob controle de tropas do governo, além de 200 combatentes das cidades de Madaya e Zabadani, controladas pelo governo, aguardam transferência, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos. As Nações Unidas não estão envolvidas na operação. As quatro áreas estão sitiadas há anos. A realocação faz parte de um acordo entre governo e rebeldes, assinado sob a mediação do Irã e do Catar. Parte da oposição síria criticou severamente a medida, alegando que ela se destina a um reassentamento forçado com vista a afastar os inimigos do presidente Bashar al-Assad das principais cidades do oeste da Síria. O governo argumenta, porém, que a realocação permitiria retomar o controle de locais destruídos perto de Damasco e garantir novamente o abastecimento. O acordo assinado em março prevê a retirada de 30 mil pessoas em várias etapas. Não está claro se a suspensão da retirada está relacionada com o ataque de sábado. O atentado ocorreu quando um comboio de ônibus, que levavam civis de Fuaa e Kafraya, aguardava em Al-Rashidin, a oeste de Aleppo, para seguir para áreas sob controle do governo. Os veículos estavam estacionados quando um furgão destinado ao transporte de alimentos explodiu nas proximidades. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, ao menos 68 crianças morreram no atentando. Entre os 126 mortos, a maioria civis, há ainda voluntários do Crescente Vermelho Sírio, que estavam no local para facilitar o processo de retirada. Nenhuma organização reivindicou o ataque. A oposição síria condenou o atentado, que classificou de terrorista. O chefe para os Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Stephen O'Brien, disse estar "horrorizado" com o ataque e afirmou que, embora as Nações Unidas não esteja envolvidam na operação, estão prontas para apoiar essas pessoas. O'Brien pediu que as partes cumpram com as suas obrigações e facilitem o acesso seguro e sem impedimentos para que as Nações Unidas ajudem a salvar vidas. Residentes de Madaya e Zabadani juntaram-se à revolta contra Assad em 2011. Ambas as cidades estão sob cerco do governo e seus habitantes carecem de assistência médica. Já Fuaa e Kafraya estão sitiadas pelos rebeldes, sob constantes ataques de morteiros, sendo abastecidas com alimentos e remédios por via áerea, pelos militares. CN/efe/lusa/ap/rtr

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