EI reivindica ataque a comboio da Otan em Cabul

Explosão no centro da capital afegã mata oito pessoas e deixa 28 feridas, a maioria civis. Atentado é executado perto da embaixada dos EUA em horário de grande movimento.O grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI) reivindicou nesta quarta-feira (03/05) a autoria de um atentado a um comboio da Otan em Cabul, no Afeganistão, que deixou ao menos 8 civis mortos. Em comunicado divulgado pela agência de notícias Amaq, afiliada ao EI, os jihadistas afirmam que um de seus "mártires" detonou um carro-bomba quando o comboio passava perto da embaixada dos EUA na capital afegã. A missão da Otan no país, porém, afirmou que a explosão, que deixou ao menos 28 feridos, teria sido causada por um artefato explosivo improvisado. O atentado ocorreu no horário de maior movimento na região central de Cabul, perto da sede da Otan e da embaixada dos EUA. Segundo o Ministério afegão do Interior, as vítimas são quase todas civis, contrariando a informação divulgada pela Amaq de que vários membros das forças de segurança teriam morrido. A missão da ONU no país afirmou que três militares americanos foram feridos no ataque e que os veículos blindados atingidos, projetados para suportar explosões de grande porte, puderam retornar à base. Testemunhas no local disseram que os blindados aparentavam ter sofrido danos apenas superficiais. Já os carros de civis foram fortemente danificados. O atentado ocorreu três semanas após forças americanas lançarem sua mais poderosa bomba não nuclear – a GBU-43 Massive Ordnance Air Blast (MOAB), conhecida como "mãe de todas as bombas" – contra um alvo do EI no Afeganistão, matando ao menos 95 jihadistas, segundo o Ministério afegão da Defesa. De acordo com o comandante da Otan no Afeganistão, o general John Nicholson, o objetivo era enviar uma clara mensagem ao EI: "Se vierem ao Afeganistão, serão destruídos." Alguns observadores condenaram a atitude americana contra um grupo que não é considerado uma ameaça tão grande ao país quanto o Talibã. Os combates continuam na região atingida pela MOAB, com a morte de dois soldados americanos na semana passada. RC/rtr/efe/afp

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