Trump e Putin sinalizam cooperação na Síria

Na primeira conversa desde o ataque americano na Síria, líderes conversam sobre criação de zonas seguras no país e acertam encontro bilateral na cúpula do G20 em julho.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone nesta terça-feira (02/05) com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a crise na Síria e o agravamento da situação na Península da Coreia. No telefonema, que a Casa Branca avaliou como "muito bom", os dois presidentes concordaram que "o sofrimento na Síria durou muito tempo, e que todas as partes devem fazer todo o possível por pôr fim à violência", segundo o comunicado americano. Já o Kremlin afirmou que Trump e Putin concordaram em aumentar os esforços diplomáticos para acabar com a guerra civil na Síria. Essa foi a primeira conversa entre os dois líderes desde o ataque americano a uma base militar na Síria, de onde supostamente teriam partido as aeronaves que realizaram um ataque químico que matou 74 pessoas. Nem a Casa Branca nem o Kremlin disseram se o ataque foi tema da conversa. O incidente elevou as tensões entre os dois países. Os americanos acusaram o regime sírio, aliado de Moscou, pelo ataque com armas químicas. Já Putin chegou a afirmar que o ataque teria sido "fabricado" pelas forças militares americanas para justificar a operação militar em território sírio. Segundo o governo americano, Putin e Trump conversaram sobre a criação de zonas seguras na Síria para possibilitar uma paz duradoura. A Casa Branca comunicou ainda que o governo Trump enviará um representante para a rodada de conversações de paz sobre a Síria, com início marcado para esta quarta-feira em Astana, no Cazaquistão. Segundo a Casa Branca, Trump e Putin conversaram sobre cooperação para erradicar o terrorismo no Oriente Médio e sobre a melhor maneira de resolver "a situação muito perigosa" na Coreia do Norte. O Kremlin afirmou que Putin e Trump acertaram a realização de um encontro bilateral durante a cúpula de líderes do G20, que ocorrerá entre 7 e 8 de julho em Hamburgo, na Alemanha. Desde a posse de Trump, em janeiro, o governo americano tem sido obrigado a lidar com rumores de uma possível interferência russa nas eleições presidenciais americanas, além de suspeitas sobre a influência de Moscou em Washington. RC/efe/rtr/afp/ap

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