Acordo que estabelece zonas seguras entra em vigor na Síria

Firmado por Rússia, Turquia e Irã, pacto estabelece quatro "zonas de desescalada" que incluem as províncias de Idlib e Homs. Regime sírio e grupos de oposição relatam calma relativa nas primeiras horas.O acordo firmado pela Rússia, Turquia e Irã, que estabelece a criação de quatro zonas seguras na Síria, entrou em vigor à meia-noite deste sábado (06/05), no horário de Damasco. A iniciativa é considerada o esforço mais sério para reduzir a violência no país árabe desde o ataque químico na província de Idlib, no início de abril, e a subsequente reação dos Estados Unidos, que bombardeou a base aérea de onde, supostamente, teriam partido os aviões que realizaram o ataque. Nas primeiras horas desde a entrada em vigor do acordo, o governo sírio e grupos de oposição relataram uma calma relativa nas chamadas "zonas de desescalada", apenas com algumas violações esporádicas. O Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia informou que já havia interrompido totalmente os bombardeios nos locais designados como zonas seguras, antes mesmo da entrada em vigor do acordo. O texto assinado na última quinta-feira em Astana, no Cazaquistão, estabelece quatro zonas seguras, válidas por um período de seis meses, que poderá ser ampliado de acordo com a decisão dos três signatários. O acordo viabiliza o acesso de ajuda humanitária, assistência médica e o retorno de civis aos seus locais de origem. A maior das quatro zonas seguras inclui a província de Idlib e as cidades de Hama, Aleppo e Latakia, abrangendo uma população de mais de 1 milhão de pessoas, segundo o texto do acordo divulgado neste sábado pelo Ministério russo da Defesa. As três outras zonas estão localizadas na província de Homs, no norte da Síria, na região de Ghouta, a leste de Damasco, e ao longo da fronteira com a Jordânia, no sul do país. Os mapas das "zonas de desescalada" serão finalizados até o dia 4 de junho. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora o conflito no país, relatou uma diminuição nos combates desde a entrada em vigor do acordo, mas informou que projéteis atingiram Qaboun, uma área a leste de Ghouta excluída do tratado. O motivo, segundo o Ministério russo da Defesa, seria a presença no local de um grupo associado à Al Qaeda, anteriormente conhecido como Frente al-Nusra. RC/lusa/rtr

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