Juiz suspende atividades do Instituto Lula

Ao justificar suspensão, juiz federal argumenta que delitos podem ter sido "iniciados ou instigados" na sede da organização, em São Paulo. Decisão é divulgada um dia antes do ex-presidente prestar depoimento.Um juiz substituto da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília ordenou a suspensão das atividades do Instituto Lula, alegando indícios de que delitos podem ter sido iniciados ou instigados na sede da organização, localizada em São Paulo. A decisão foi tomada na última sexta-feira, porém, foi divulgada somente nesta terça-feira (09/05). Segundo o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, o próprio Lula mencionou que vários assuntos eram discutidos no instituto. O magistrado destacou que diversos depoimentos atribuem "a instigação de desvios de comportamentos que violam a lei penal" no local. "Há indícios abundantes de que [o Instituto Lula] se tratava de local com grande influência no cenário político do país, e que possíveis tratativas ali entabuladas fizeram eclodir várias linhas investigativas", completou o juiz, ao justificar a determinação para paralisar as atividades da organização. O juiz determinou ainda que, além do presidente do Instituto Lula, a superintendência da Polícia Federal em São Paulo e a Junta Comercial paulista sejam comunicadas da medida cautelar. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o magistrado autorizou o pedido do Ministério Público Federal para colher documentos no local para uma ação judicial referente a um possível envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tentativa de obstruir a Lava Jato ao negociar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Ao G1, o assessor de imprensa do Instituto Lula, José Chrispiniano, disse que a organização ainda não havia sido notificada e, por isso, não iria comentar a decisão. A decisão foi divulgada um dia antes de Lula prestar o primeiro depoimento para o juiz Sérgio Moro como réu em um processo da Operação Lava Jato. O ex-presidente é acusado de ter recebido um apartamento de luxo na cidade do Guarujá, litoral de São Paulo, da empreiteira OAS como propina em troca de influência em contratos com a Petrobras. Lula nega as acusações e diz que não é o proprietário do imóvel, que ainda está no nome da OAS. CN/lusa/ots

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