Presidente sul-coreano põe Pyongyang como prioridade

Moon Jae-in promete tratar imediatamente da instável segurança na península, além de negociar com Washington e Pequim instalação de escudo antimísseis. Visita à Coreia do Norte não está descartada.O recém-eleito presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, tomou posse em Seul, nesta quarta-feira (10/05), e prometeu tratar imediatamente com as complexas tarefas de enfrentar as ambições nucleares da Coreia do Norte e as tensões resultantes com os Estados Unidos e a China. Em seu primeiro discurso como presidente, Moon disse que começará imediatamente com os esforços para distender a tensão na península coreana e negociar com Washington e Pequim as divergências sobre a instalação de um sistema antimísseis no país. "Tentarei resolver urgentemente a crise de segurança", disse Moon, no Parlamento sul-coreano. "Se necessário voarei direto para Washington, vou para Pequim e Tóquio e, se as condições forem certas, também irei a Pyongyang." A implantação do Terminal de Defesa Aérea para Grandes Altitudes (Thaad) na Coreia do Sul irritou a China, principal parceiro comercial de Seul. Pequim classifica o poderoso escudo antimísseis dos Estados Unidos como uma ameaça à sua segurança e reagiu com recriminações contra companhias sul-coreanas. Moon declarou que planeja anunciar as principais nomeações de seu gabinete e de sua equipe o mais rápido possível para pôr um fim à lacuna política deixada pelo impeachment de sua antecessora, Park Geun-hye, deposta em março devido a um escândalo de corrupção que abalou a elite política e empresarial da Coreia do Sul. O novo presidente também prometeu cortar o que descreveu como "laços de conluio" entre o setor empresarial e o governo e que será um líder incorruptível. "Eu inicio este cargo de mãos vazias, e vou deixá-lo com as mãos vazias", disse Moon, que fez carreira como advogado especializado na defesa dos direitos humanos. Moon se reuniu com líderes partidários da oposição antes da cerimônia de posse, marcada pela simplicidade, e prometeu coordenar melhor com eles sobre questões de segurança nacional. "Posso ir bem em questões de relações entre as Coreias do Sul e do Norte, a segurança nacional e a aliança entre a Coreia do Sul e os EUA se o Partido Liberal me ajudar", disse a membros da legenda opositora conservadora. "Vou compartilhar informações sobre segurança nacional com a oposição para angariar sabedoria." Moon deve adotar uma abordagem mais diplomática em relação à Coreia do Norte, em contraste com a ex-presidente, que conduziu uma política agressiva durante seu mandato. Ele diz que a diplomacia é o melhor caminho para convencer os norte-coreanos a desistir do seu programa nuclear. Observadores afirmam que as declarações dele lembram a chamada "Política do Brilho do Sol", que entre 1998 e 2008, sob um governo de esquerda, buscou uma aproximação com os norte-coreanos, em contraste com a abordagem linha-dura adotada por diferentes governos sul-coreanos nos últimos oito anos e também com a política internacional de isolamento e pressão sobre o pequeno país asiático. Naquela época, as Coreias criaram a zona econômica especial comum de Kaesong, o sul apoiou generosamente projetos de ajuda no norte, e conversações bilaterais eram conduzidas sem exigências prévias. Desta vez, Moon fala em três projetos centrais: uma cúpula coreana com Kim Jong-un, a reabertura de Kaesong e a criação de uma área turística no Monte Kumgang, no norte. Estes dois projetos podem trazer milhões de dólares por ano aos norte-coreanos. PV/rtr/ap/dpa/afp

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