Justiça confirma pena de 16 anos a capitão do Costa Concordia

Decisão é definitiva e não permite apelação. Francesco Schettino, que aguardava processo em liberdade, se apresenta às autoridades para começar a cumprir a sentença. Naufrágio na costa italiana deixou 32 mortos em 2012.O tribunal de última instância da Justiça italiana confirmou nesta sexta-feira (12/05) a condenação a 16 anos de prisão do ex-capitão Francesco Schettino por sua participação no naufrágio do navio Costa Concordia, que deixou 32 pessoas mortas perto da ilha de Giglio em janeiro de 2012. Schettino foi considerado culpado em fevereiro de 2015, mas a defesa recorreu da decisão. As apelações se esgotaram nesta sexta-feira com a confirmação definitiva da sentença. O advogado de defesa Saverio Sanese disse que vai recorrer agora ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. O ex-capitão, que permaneceu em liberdade durante todo o processo, se apresentou momentos após o veredito à penitenciária Rebibbia, em Roma, para dar início ao cumprimento de sua pena. O réu foi condenado por homicídio culposo, por ter causado um naufrágio, abandonado o navio e não ter informado imediatamente às autoridades portuárias sobre o acidente. O advogado alemão Hans Reinhard, que representa dezenas de sobreviventes e familiares das vítimas em diferentes processos judiciais, declarou que "ninguém jamais vai esquecer este caso". "O nome Schettino está ligado à imagem do navio naufragado", disse o jurista à agência de notícias DPA. O naufrágio O acidente aconteceu na noite de 13 de janeiro de 2012. Durante uma manobra arriscada diante da ilha italiana de Giglio, o Costa Concordia colidiu contra uma rocha e naufragou. Em meio à incerteza e sem qualquer orientação do capitão, os passageiros começaram a abandonar a embarcação. Schettino disse que a manobra, na qual o navio "saúda" a ilha e os passageiros podem admirar a costa, tinha motivos comerciais. Além disso, ele queria fazer um agrado a um membro da tripulação, natural da ilha, bem como prestar uma homenagem a um amigo que também é oriundo de Giglio. O capitão foi um dos primeiros a abandonar o navio, que transportava mais de 4.200 pessoas. Além de Schettino ter provocado o naufrágio, a promotoria alegou que, se ele tivesse ordenado a evacuação logo que o navio se chocou contra o rochedo, teria havido tempo para todos se salvarem. O acidente provocou a morte de 32 pessoas, deixando ainda 64 feridos. Além disso, a embarcação ficou encalhada na costa italiana durante dois anos. Para retirá-la, foi necessária uma intensa operação de resgate. Um mergulhador espanhol acabou morrendo durante os trabalhos. EK/afp/ap/dpa/efe/dw

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