Reformista deixa corrida presidencial no Irã em apoio a Rohani

Eshaq Jahangiri, primeiro vice-presidente iraniano, retira candidatura e diz ter cumprido seu papel, que era dar voz aos reformistas. Atual presidente tenta reeleição e enfrenta conservador como principal adversário.O primeiro vice-presidente do Irã, o reformista Eshaq Jahangiri, anunciou nesta terça-feira (16/05) que retirou sua candidatura à presidência para apoiar a campanha pela reeleição do atual presidente iraniano, Hassan Rohani. As eleições ocorrem na próxima sexta-feira, 19 de maio. "Completei meu dever histórico e, junto com vocês, votarei em Rohani para ajudar esse país a continuar no caminho do progresso", declarou Jahangiri a milhares de apoiadores reunidos na cidade de Shiraz, no sul do país, ao anunciar que estava deixando a corrida presidencial. Apesar de o primeiro vice-presidente afirmar que sua intenção como candidato era "fazer ouvir a voz dos reformistas", acredita-se que ele tenha se inscrito para concorrer à presidência diante dos temores de que a candidatura de Rohani pudesse ser barrada pelo chamado Conselho Guardião, órgão responsável por selecionar os presidenciáveis com base na lealdade à República Islâmica. O atual líder iraniano se destaca como o favorito nas eleições desta semana e deve manter a tradição dos últimos mandatários – desde 1981, todos os presidentes do Irã conseguiram se reeleger. Eleito presidente em 2013, Rohani promoveu medidas para melhorar a liberdade civil e reconstruir laços com o Ocidente. Em 2015, assinou um acordo com potências mundiais para aliviar as sanções internacionais impostas ao país em troca de restrições em relação ao seu programa nuclear. O principal adversário de Rohani na disputa é o clérigo Ebrahim Raisi, representante da ala conservadora do país e aliado do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Na segunda-feira, o prefeito de Teerã, Mohammad Bagher Qalibaf, também retirou sua candidatura à presidência, mas para apoiar a campanha de Raisi, que prometeu ao aliado um papel importante em seu governo. Eles participaram juntos de um comício na capital iraniana nesta terça-feira. Com o abandono de Jahangiri e Qalibaf, apenas quatro candidatos concorrem ao posto de presidente na próxima sexta-feira. Não havendo candidato com mais de 50% dos votos, os dois presidenciáveis mais votados concorrem em um segundo turno marcado para 26 de maio. Segundo dados divulgados em abril pelo governo iraniano, mais de 1.600 pessoas se inscreveram para tentar concorrer à presidência. Uma delas foi o ex-presidente Mahmud Ahmadinejad, que teve, porém, sua candidatura rejeitada pelo Conselho Guardião. EK/afp/ap/efe/rtr

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