Trump pede empenho de árabes contra o terrorismo

Líderes religiosos devem condenar abertamente terrorismo em nome da religião, e governantes árabes não podem esperar que EUA resolvam o problema, mas eles próprios confrontar o extremismo islâmico, afirma presidente.Durante sua visita oficial à Arábia Saudita, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos governantes de cerca de 50 países de maioria muçulmana, reunidos neste domingo (21/05) em Riad, para que confrontem o "extremismo islamista" e disse que líderes religiosos islâmicos devem condenar ataques extremistas em nome da religião. "Esta não é uma batalha entre diferentes credos, diferentes seitas ou diferentes civilizações. Esta é uma batalha entre criminosos bárbaros que almejam obliterar a existência humana e pessoas decentes de todas as religiões que procuram protegê-la. Esta é uma batalha entre o bem e o mal", afirmou Trump no seu aguardado discurso sobre o islã. "Cada vez que um terrorista assassina uma pessoa inocente e invoca equivocadamente o nome de Deus, isso deveria ser um insulto para cada fiel", afirmou Trump. No pronunciamento durante a cúpula, Trump disse que o "objetivo é uma coalizão de nações que compartilhem a mesma meta de erradicar o extremismo e de proporcionar às nossas crianças um futuro esperançoso". Além disso, o presidente americano justificou sua primeira visita ao reino ultraconservador, dentro de sua primeira viagem internacional, afirmando que "o terrorismo tem se expandido por todo o mundo, mas o caminho para alcançar a paz começa aqui, neste solo histórico, nesta terra sagrada". Ele também destacou que as nações do Oriente Médio não podem esperar que os Estados Unidos derrotem o inimigo em nome delas. "Isso significa confrontar de forma sincera a crise do extremismo islamista e os grupos terroristas islamistas que ele inspira. As nações do Oriente Médio terão que decidir que tipo de futuro querem para elas mesmas, para os seus países e para as suas crianças". Trump, cuja campanha foi marcada por uma retórica anti-islã e que tentou implementar uma proibição de entrada de pessoas de sete países muçulmanos, tentou suavizar a linguagem nesse discurso. Apesar de durante a campanha ele ter sublinhado a importância de usar a expressão "terrorismo islâmico radical", esta expressão não consta do esboço do discurso divulgado para a imprensa, tendo sido substituída por "extremismo islamista". Porém, como já é comum, Trump abandonou o texto original e usou as expressões "terrorismo islâmico" e "extremismo islâmico". AS/efe/ap/lusa/afp

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