Líderes mundiais condenam ataque em Manchester

Representantes de diversos países transmitem condolências ao Reino Unido, reiterando união no combate ao terrorismo. Kremlin classifica atentado de "cínico e desumano", Trump chama terroristas de "derrotados malvados$escape.getQuote().Governos do mundo afora condenaram nesta terça-feira (23/05) o ataque presumivelmente terrorista ao fim de um show da cantora Ariana Grande em Manchester, que deixou pelo menos 22 mortos e mais de 50 feridos, oferecendo suas condolências ao Reino Unido. Os Estados Unidos anunciaram que aumentarão a segurança em concertos e locais públicos. A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, expressou "tristeza" e "horror": tal ataque "incompreensível" somente "reforçará nossa determinação em continuar trabalhando junto com nossos amigos do Reino Unido para combater aqueles que planejam e executam tais atos desprezíveis". "É inconcebível que alguém use um alegre show de música pop para matar ou causar ferimentos graves em muita gente. Penso nas vítimas e em todos os afetados, bem como nas suas famílias e em seu desespero e na sua dor", declarou Merkel, em comunicado. A União Europeia (UE) também se solidarizou com as vítimas do suposto atentado de segunda-feira à noite em Manchester. "Meu coração está em Manchester esta noite. Todos os nossos pensamentos estão com as vítimas", escreveu no Twitter, ainda na madrugada, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, mandou uma mensagem de condolências à premiê britânica Theresa May. "Hoje estamos de luto com vocês. Amanhã trabalharemos lado a lado para combater aqueles que tentam destruir o nosso modo de vida. Eles subestimam a nossa e a vossa resistência: estes ataques covardes apenas fortalecerão o nosso compromisso de trabalhar juntos para derrotar os autores de atos tão desprezíveis." O recém-eleito presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu a notícia "com choque e consternação", indicou um comunicado do Palácio do Eliseu. "O presidente dirige ao povo britânico toda a ajuda da França. O presidente da República e o governo de Paris vão continuar, em conjunto com as forças britânicas, o combate contra o terrorismo." O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, também usou o Twitter para condenar aquele que está sendo tratado pela polícia britânica como um atentado terrorista. "Condeno o ataque de Manchester. O meu pesar às famílias das vítimas que morreram e os meus desejos de pronta recuperação aos feridos." O presidente da China, Xi Jinping, expressou "firme apoio" ao Reino Unido e "profundo pesar" pelo atentado. Segundo a agência oficial de notícias Xinhua, Xi enviou suas condolências à rainha Elizabeth 2ª num telefonema em que manifestou sua tristeza pelas "vítimas inocentes" e transmitiu suas condolências às famílias dos mortos. Reações de condenação e solidariedade vieram também dos governos de Japão, Índia, Austrália, Israel, Grécia, Irlanda, Canadá, Irã, Portugal, entre outros. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse estar disposto a "promover a cooperação antiterrorista" com o Reino Unido após o atentado "cínico e desumano" em Manchester. Segundo um comunicado do Kremlin, Putin "expressou sinceras condolências" à premiê britânica, censurando "veementemente" o ataque. "Condenamos energicamente este crime cínico e desumano. Acreditamos que seu organizador não escapará do castigo que merece." O presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou os responsáveis pelo ataque em Manchester de "derrotados malvados" (evil losers) e apelou à união de "todas as nações civilizadas" no combate ao terrorismo: "Tanta gente jovem, bonita e inocente vivendo e curtindo a vida, assassinada por derrotados malvados." O chefe de Estado americano comentou que preferia a classificação a "monstros", pois esse termo deixaria os agressores satisfeitos. "Os terroristas e extremistas e aqueles que lhes dão ajuda e conforto devem ser erradicados de nossa sociedade para sempre", disse Trump numa conferência de imprensa conjunta com o líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Belém. Manifestando "solidariedade absoluta com o Reino Unido" o presidente americano defendeu que a sociedade "não pode ter tolerância com este derramamento de sangue". As ideologias do terroristas "têm de ser obliteradas" e "a vida tem de ser protegida", afirmou. O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) comunicou que aumentará a vigilância em shows e lugares públicos. "As pessoas devem vivenciar um aumento da segurança em e ao redor de locais públicos e eventos, enquanto os funcionários tomam precauções adicionais", disse o órgão, em comunicado, embora descartando a existência de ameaças nacionais. "Neste momento, não temos informação que indique uma ameaça credível específica para shows nos EUA." PV/lusa/efe/ap/rtr

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