Trump se compromete a alcançar paz entre israelenses e palestinos

Em visita à Cisjordânia ocupada, presidente americano afirma que ambos os lados estão prontos para resolver o conflito e promete "fazer tudo que puder" para ajudá-los a alcançar um acordo de paz.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (23/05), em viagem à Cisjordânia ocupada, que "fará tudo que puder" para resolver o conflito entre israelenses e palestinos. "Estou empenhado em tentar levar israelenses e palestinos a um acordo de paz, e pretendo fazer tudo o que puder para ajudá-los a alcançar esse objetivo", declarou Trump após um encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, em Belém. O líder americano advertiu, porém, que não há paz onde se recompensa a violência. "A paz nunca pode se enraizar num lugar onde a violência é tolerada, financiada e até recompensada." Segundo Trump, Abbas se comprometeu a "tomar medidas firmes e necessárias para lutar contra o terrorismo". Mais tarde, em discurso a políticos israelenses num museu em Jerusalém, o presidente afirmou que a reunião que manteve com Abbas o levou a crer que "os palestinos estão prontos para alcançar a paz" com Israel. Trump disse o mesmo sobre israelenses. "Após a reunião com meu grande amigo Benjamin, posso dizer que ele também está pronto. Ele quer paz", disse ele, mencionando o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com quem se reuniu na véspera. As negociações de paz entre israelenses e palestinos estão congeladas desde 2014, e Trump reconheceu que esse será "um dos acordos mais difíceis" de se firmar. "Chegar à paz não será fácil. Nós todos sabemos disso. Ambos os lados enfrentarão decisões difíceis. Mas com determinação, compromisso e crença de que a paz é possível, israelenses e palestinos podem firmar um acordo", completou o presidente americano. Os palestinos querem um Estado na Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, terras que Israel ocupou em 1967. Há mais de uma década, Israel construiu um muro de proteção contra ataques palestinos, e a Autoridade Nacional Palestina, por sua vez, alega que o muro retira espaço da Cisjordânia. Durante décadas, a posição americana foi de que israelenses e palestinos deveriam negociar diretamente a formação um Estado palestino independente. Foi essa a premissa para a paz de todas as negociações internacionais sobre o tema. Ao longo da campanha eleitoral no ano passado, Trump chegou a se posicionar pró-Israel. Ele endossou David Friedman, um defensor dos assentamentos judaicos, e prometeu, por exemplo, transferir a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém. Israel foi o segundo destino da primeira viagem internacional de Trump, que passou o último fim de semana na Arábia Saudita. Ele segue para Roma, onde será recebido pelo papa Francisco, depois para Bruxelas, para um encontro da Otan, e então volta para a Itália para uma cúpula do G7. EK/ap/afp/efe/rtr/lusa

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