Reino Unido reduz nível de alerta de terrorismo

Primeira-ministra Theresa May anuncia redução de alerta de "crítico" para "severo", nível em que o país já se encontrava antes do atentado em Manchester. Polícia prende mais dois suspeitos de ligação com explosão.O Reino Unido reduziu neste sábado (27/05) o nível de alerta de terrorismo no país, diante do avanço nas investigações sobre o ataque em Manchester, que deixou 22 mortos no início da semana. O alerta havia sido elevado para "crítico" – o máximo em uma escala de cinco – na terça-feira passada, indicando a iminência de um ato terrorista. Tal nível só tinha sido ativado anteriormente durante quatro dias – três, em agosto de 2006; e um, em junho de 2007. A partir deste sábado, o nível de alerta volta a ser considerado "severo", como se mantinha desde 2014, apontando que "um atentado é altamente provável". Os militares que haviam sido mobilizados para reforçar a segurança devem deixar gradualmente as ruas do país a partir da próxima segunda-feira, 29 de maio, quando se comemora um feriado no Reino Unido. De acordo com a primeira-ministra britânica, Theresa May, o alerta foi reduzido devido à "quantidade significativa de atividades policiais nas últimas 24 horas", além das várias prisões. A premiê alertou, no entanto, que "o país deve permanecer vigilante". "O público deve ter consciência do que isso significa. O nível 'severo' significa que um ataque ainda é altamente provável", declarou May, ao anunciar a redução do alerta em pronunciamento neste sábado. Mais detenções Mais cedo neste sábado, a polícia britânica comunicou a prisão de mais dois suspeitos de ligação com o atentado, de 20 e 22 anos, em operação no norte de Manchester durante a madrugada. Com isso, sobe para 11 o número de pessoas detidas. São todos homens, com idades entre 18 e 44 anos. Mark Rowley, comissário da unidade antiterrorista da polícia britânica, afirmou que "grande parte" da rede extremista revelada pelo atentado em Manchester foi desmantelada. Ele alertou, no entanto, que ainda há "lacunas" no entendimento dos investigadores, incluindo, por exemplo, a preparação da bomba usada no ataque. "Ainda há muito o que fazer. Haverá mais detenções", disse Rowley. Na segunda-feira passada, uma bomba de fabricação caseira foi detonada na saída de um show da cantora americana Ariana Grande, deixando 22 mortos e 116 feridos, entre eles muitas crianças e jovens. Segundo autoridades, 63 pessoas seguem hospitalizadas, sendo 20 em estado crítico. O autor, que também morreu, era um britânico de origem líbia de 22 anos, identificado como Salman Abedi. A polícia britânica não acredita que ele agira sozinho, e investiga uma rede suspeita de estar por trás do ataque suicida. A milícia jihadista "Estado Islâmico" (EI) reivindicou a autoria. EK/ap/dpa/lusa/rtr

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