Eleições 2017: O mundo de olho nas eleições alemãs

Ines Pohl

É grande a expectativa diante das eleições parlamentares, marcadas para setembro. A editora-chefe da DW esclarece por que pleito é especial e como será a cobertura da empresa de comunicação internacional da Alemanha.Há muito tempo o mundo não olhava para a Alemanha com tanta expectativa quanto nos últimos meses. Muitos o fazem com admiração e apreciação, mas nem de longe todos. Enquanto uma parte se pergunta, quase com inveja, como ela consegue irradiar tamanha estabilidade básica, apesar de todos os desafios e problemas, outros temem uma nova dominância desse país no coração da Europa. Alguns veem na Alemanha e em sua chanceler federal, Angela Merkel, o último bastião capaz de salvar a União Europeia da desintegração; outros acusam a Alemanha de impor suas regras ao continente, com toda força. E não para o bem da Europa, mas sim em benefício próprio: tudo para a campeã de exportações e milagre econômico permanente. Ato de humanidade ou ocaso do Ocidente? Dependendo de aonde eu vá pelo mundo, encontro gente que louva como ato de humanidade a disposição alemã de acolher mais de 1 milhão de refugiados; ou me deparo com homens e mulheres furiosos, que nos acusam de ter atraído os refugiados, em primeiro lugar, assim nos tornando responsáveis pelo ocaso do Ocidente cristão. A importância que nós, como Deutsche Welle, damos à campanha para as próximas eleições legislativas, é proporcional a tudo isso. Em 24 de setembro, a população escolhe seu novo Parlamento, decidindo, assim, quem governará futuramente este país. Na qualidade de empresa de comunicação internacional da Alemanha, queremos aproveitar a atenção reforçada para explicar o que está acontecendo no país. O que move os alemães que, de um modo geral, estão satisfeitos com o curso adotado pelo atual governo federal; o que inquieta os que têm medo do futuro, de serem deixados para trás ou de criar seus filhos num Estado que, a seus olhos, nada tem a ver com o modo como imaginam a própria nação. A Alemanha está realmente disposta a se definir como país de imigrantes? Ou as vitórias eleitorais dos populistas de direita serão antes uma prova de que a política indica um curso com que muitas cidadãs e cidadãos não estão de acordo? Vamos também explicar de onde vem o sucesso econômico, como o sistema educacional alemão funciona e o que há de incomum nele. Vamos retratar nossos principais políticos, naturalmente também analisar o fenômeno Angela Merkel, a qual concorre agora pela quarta vez à chefia de governo e é uma das personalidades mais conhecidas no mundo. Além disso: o que esperar de quem, qual será o curso na política externa? Qual é a importância das obrigações dentro das alianças internacionais? Da Otan? Que peso tem a política para o desenvolvimento? Ou será o aumento dos gastos armamentistas mais importante para certos candidatos? Como a Alemanha vê seu papel dentro da União Europeia? Converse conosco: o que é a Alemanha? Em nossas viagens e pesquisas, queremos estar sempre em intercâmbio estreito com vocês, nossos leitores, usuários e ouvintes. Com a hashtag #askDW, nossos correspondentes vão consultar as pessoas em suas respectivas regiões e lhes dar a palavra. Nós pedimos a vocês para se envolverem diretamente. Perguntamos o que desejam saber, o que devemos explicar, e pediremos sua opinião e avaliação. Enquanto Deutsche Welle, seremos nos próximos meses uma plataforma na qual o mundo discuta, em 30 idiomas, o que é a Alemanha, e que papel o país deve representar futuramente, na política de segurança, dentro da Otan, da União Europeia. O que você espera do futuro governo alemão? De que tem medo? Onde vê pontos fortes e fracos tipicamente alemães? Nossos artigos e vídeos estarão disponíveis com a hashtag #GermanyDecides, tanto no Twitter como no Facebook, na TV e, claro, em nossos websites. Queremos oferecer materiais que estimulem a discussão objetiva e, com o apoio de nossa rede global de correspondentes e das nossas redações em Berlim e Bonn, vamos esclarecer o que está acontecendo na Alemanha, e sobre o que se votará aqui em 24 de setembro.

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