Refugiado é condenado à prisão por atear fogo em sem-teto em Berlim

Tribunal da capital alemã sentencia jovem de 21 anos a quase três anos de prisão por tentativa de lesão corporal grave. Outros seis réus são punidos com penas juvenis e trabalho comunitário.Quase meio ano após o ataque incendiário contra um sem-teto, que estava dormindo numa estação de metrô de Berlim, o principal culpado foi condenado a dois anos e nove meses de prisão. O Tribunal Regional de Berlim impôs, nesta terça-feira (13/06), a pena contra Nour N., de 21 anos, por tentativa de lesão corporal grave. Três jovens entre 17 e 18 anos foram condenados a penas juvenis de oito meses de condicional acusados de serem cúmplices do crime. Outros dois réus, de 16 e 19 anos, receberam o veredicto de quatro semanas de prisão domiciliar e trabalho comunitário por não terem prestado socorro. Da perspectiva jurídica, tentativa de lesão corporal grave não pesa tanto quanto tentativa de assassinato. Na acusação, o Ministério Público exigiu quatro anos de prisão para o jovem de 21 anos por tentativa de homicídio. O pedido foi negado pelo tribunal. Um sétimo cúmplice, de 17 anos, já havia sido condenado a duas semanas de detenção juvenil por não prestar socorro. O ataque na noite de Natal de 2016 gerou consternação em toda a Alemanha. A promotoria acusou o grupo de refugiados de ter incendiado um sem-teto polonês num banco da estação de metrô Schönleinstrasse, no bairro berlinense de Kreuzberg. Pedestres extinguiram as chamas. A vítima saiu ilesa do ataque. No processo, os réus rejeitaram a acusação de tentativa de homicídio. O suspeito de 21 anos admitiu ter ateado fogo num lenço de papel e explicou que queria "apenas assustar o homem com um pequeno foguinho". Seus acompanhantes alegaram que não tiveram nada a ver com a incidente. O caso foi resolvido tão rapidamente devido em parte às gravações de câmeras de vigilância. Após a divulgação das imagens, a maioria dos suspeitos se apresentou à polícia. A gravação mostra que os jovens fugiram do local sem se preocupar com o sem-teto. Seis dos suspeitos são cidadãos sírios, e um é da Líbia. Eles vieram à Alemanha como refugiados entre 2014 e 2016. Vários deles entraram no país desacompanhados por um responsável legal. PV/dpa/afp

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