Detenções de supostos jihadistas na Europa quase dobram

Número de presos por suspeita de atividades jihadistas saltou em dois anos. Em 2016, houve 142 ataques frustrados ou executados. Polícia registra aumento de participação de mulheres e crianças.O número de detenções relacionadas ao terrorismo jihadista quase duplicou na União Europeia (UE) nos últimos dois anos, passando de 395 em 2014 para 718 em 2016, afirmou nesta sexta-feira (16/06) o Serviço Europeu de Polícia (Europol). Foi o terceiro ano consecutivo de alta no número de detenções. Por outro lado, o relatório sobre o terrorismo na UE de 2017 aponta que o número de ataques jihadistas passou de 17 em 2015 para 13 em 2016, seis dos quais ligados ao grupo extremista "Estado Islâmico" (EI). A Europol observou também que mulheres e crianças, assim como jovens adultos, desempenham um papel operacional cada vez mais importante. Por exemplo, uma em cada quatro pessoas detidas no Reino Unido em 2016 eram mulheres – aumento de 18% em relação ao ano anterior. "Militantes jihadistas do sexo feminino encaram menos obstáculos para desempenhar um papel operacional num ataque terrorista no Ocidente do que homens, e atentados bem-sucedidos ou planejados por mulheres em países ocidentais podem servir de inspiração", afirmou a Europol. Na União Europeia, houve 142 "ataques terroristas fracassados, evitados ou completados", mais da metade (76) no Reino Unido. Por sua vez, a França registrou 23 ataques, incluindo os frustrados; a Itália, 17; a Espanha, dez; a Grécia, seis; a Alemanha, cinco; a Bélgica, quatro; e a Holanda; um. Segundo o relatório apresentado hoje pela Europol, em 2016 morreram 142 pessoas na UE vítimas de ataques terroristas, entre elas 135 em atentados de jihadistas, e foram contabilizados 379 feridos. No total, foram realizadas 1.002 prisões em 2016 relativas a atividades terroristas. Com 456 detenções, a França registrou o número mais alto. A Europol apontou que cerca de um terço do total de detidos por terrorismo (291 de 1.002) tinha 25 anos ou menos e que foram utilizados explosivos em 40% dos atentados. Além disso, 40% dos ataques terroristas na UE foram financiados por meio do crime organizado, especialmente por tráfico de drogas, roubo, venda de produtos falsificados e fraude. Neste ano, o Reino Unido sofreu três atentados em menos de três meses. O último, que resultou na morte de oito pessoas em Londres no último dia 3 de junho, ocorreu menos de duas semanas depois do atentado suicida em Manchester, que matou 22 pessoas. O Centro Europeu da Luta contra o Terrorismo da Europol apoiou 127 investigações realizadas no quadro da luta contra o terrorismo em 2016. No entanto, segundo a Europol, um grande número de atentados não está relacionado com o jihadismo. "A maioria dos ataques (99) nos quais foi identificada uma afiliação terrorista foram realizados por extremistas nacionalistas e separatistas", apontou o serviço europeu. PV/lusa/efe/afp/ap

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