Polícia diz que 58 podem ter morrido em incêndio em Londres

Chefe da polícia londrina acredita que, além dos 30 confirmados mortos, aqueles considerados desaparecidos também perderam a vida no edifício Grenfell Tower. Premiê britânica promete quase 6 milhões de euros a afetados.A polícia de Londres disse neste sábado (17/06) que considera estarem mortas as 58 pessoas desaparecidas desde o incêndio ocorrido na última quarta-feira em um edifício residencial de 24 andares no oeste da capital do Reino Unido. Caso a cifra seja confirmada, este seria o incêndio com maior número de mortos em Londres desde a Segunda Guerra Mundial. "Infelizmente, neste momento, há 58 pessoas que estariam no edifício Grenfell Tower naquela noite que estão desaparecidas e, portanto, tenho infelizmente que presumir que elas estão mortas", afirmou Stuart Cundy, chefe da Polícia Metropolitana de Londres. O número de mortes oficialmente confirmadas permanece em 30, conforme divulgado nesta sexta-feira. Cerca de 600 pessoas viviam no edifício de 120 apartamentos. "Os 30 mortos que anunciei ontem é o número de pessoas que eu sei que, infelizmente, morreram. Então, esses 58 incluiriam estes 30", acrescentou o policial. Cundy confirmou também que o refugiado sírio Mohammed Alhajali, que vivia no edifício de 24 plantas, foi a primeira vítima identificada. A premiê britânica, Theresa May, procurou acalmar os ânimos das vítimas do incêndio, comprometendo-se a apoiar as vítimas da tragédia, depois que manifestantes a hostilizaram quando ela visitou moradores do prédio. Neste sábado, May presidiu uma reunião sobre a resposta do governo ao incêndio e se encontrou com vítimas da tragédia em sua residência oficial, em Downing Street. Além das investigações policiais e de incêndio, ela prometeu criar um inquérito público. A primeira-ministra anunciou ainda que o governo fornecerá 5 milhões de libras (5,7 milhões de euros) para ajudar as vítimas do incidente. Segundo ela, aqueles que perderam suas casas serão abrigados novamente dentro de três semanas. Na sexta-feira, May foi retirada de uma reunião com os moradores sob forte esquema policial, após ser hostilizada por manifestantes que gritavam "tenha vergonha" e centenas terem invadido o prédio da prefeitura de Londres, cobrando justiça. May vem enfrentando críticas por sua reação ao incêndio da quarta-feira. Residentes do prédio disseram que a primeira-ministra demorou muito em visitar a comunidade atingida, que o edifício era inseguro e que as autoridades não conseguiram fornecer informações e apoio suficientes àqueles que perderam parentes e suas moradias. MD/efe/afp/rtr

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