Catar diz que lista de exigências de países árabes não é "realista"

Ministro afirma que documento confirma que vizinhos querem "limitar soberania do país" e que disputa "não tem a ver com combate ao terrorismo"O ministro das Relações Exteriores do Catar antecipou neste sábado (24/6) qual deve ser reposta oficial do seu país à lista de 13 exigências apresentada por quatro governos árabes que cortaram as relações com o pequeno Estado do Golfo e impuseram uma série de sanções econômicas. Segundo o ministro, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, a lista não é "razoável" e nem "viável". "(A lista) confirma aquilo que o Qatar suspeita desde o início. Isto é, que o "bloqueio ilegal nada tem a ver com o combate ao terrorismo, mas apenas com o desejo de limitar a soberania do país e terceirizar a sua política internacional". Em 5 de junho, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Bahrein anunciaram o corte nas relações diplomáticas e econômicas com o Catar, que acusaram de apoiar o terrorismo, na mais grave crise regional desde a Guerra do Golfo, de 1991. Na quinta-feira (22/6), os quatro apresentaram a lista de exigências, que deve ser cumprida pelo Qatar em troca do fim da crise diplomática. Entre elas estão o fechamento da emissora de televisão Al Jazeera e de uma base militar da Turquia no Catar, além da redução das relações diplomáticas do pequeno país árabe com o Irã. Os quatro signatários exigem ainda que o Catar corte quaisquer contatos com a Irmandade Muçulmana e outros grupos fundamentalistas islâmicos, como o xiita Hisbolá, a Al Qaeda e o "Estado Islâmico". Os quatro países deram dez dias para o cumprimento das exigências apresentadas, que incluem ainda uma soma não especificada em compensações. O ministro Abdulrahman al-Thani ainda disse que a lista de 13 pontos "não obedece aos critérios definidos pelos EUA e pelo Reino Unido", em referência aos países que apelaram para que eventuais exigências fossem "comedidas" e "realistas". "A lista não atende a esses critérios" disse. O documento dos países árabes também estabeleceu que, se o Catar aceitar as exigências, serão também impostas inspeções mensais no primeiro ano e por trimestre no segundo ano. Nos dez anos seguintes, o Catar será monitorado anualmente. O ministro da defesa da Turquia, Fikri Isik, rejeitou na quinta-feira a exigência pelo fechamento da base militar do país no Catar, afirmando que ela representaria uma interferência nas relações entre Ancara e Doha. Isik sugeriu ainda que a presença militar turca no país deve ser reforçada, considerando que seria "um avanço positivo em termos da segurança do Golfo". "A reavaliação do acordo com o Catar sobre a base não está na nossa agenda", assegurou. JPS/rt/dpa

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