Rússia sentencia assassino de opositor Nemtsov a 20 anos de prisão

Condenado no fim de junho, homem que executou disparos e mais quatro envolvidos recebem penas por morte de notório crítico de Putin. Tribunal de Moscou determina que grupo foi contratado por 250 mil dólares.Os cinco homens acusados da morte do líder opositor russo Boris Nemtsov, em 2015, foram sentenciados, nesta quinta-feira (13/07), por um tribunal de Moscou a penas que variam de 11 a 20 anos de prisão. O homem condenado por ter efetuado os disparos, Zaur Dadayev, foi condenado a 20 anos de prisão, determinou o juiz Yury Zhitnikov depois de um longo julgamento. No dia anterior, promotores solicitaram que Dadayev fosse condenado à prisão perpétua. Não está claro por que o juiz decidiu pela punição mais curta. Os outros condenados pela morte – os irmãos Shadid e Anzor Gubashev, Temirlan Eskerkhanov e Khamzat Bakhayev –, todos de etnia chechena e da região do Cáucaso Norte, receberam penas entre 11 e 19 anos. Dadayev era um oficial das forças de segurança do líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov. Aliados de Nemtsov criticaram os investigadores por não terem examinado um possível papel de Kadyrov no assassinato do opositor. O tribunal disse que o grupo foi contratado por 250 mil dólares, mas não conseguiu determinar quem ordenou a morte de Nemtsov, uma das principais figuras de oposição do presidente russo, Vladimir Putin. Zhanna Nemtsova, filha do opositor morto, repetidamente defendeu que Kadyrov, líder da Chechênia apoiado pelo Kremlin e que se intitula "soldado de Putin", fosse convocado para questionamentos sobre o que sabe sobre o caso. Kadyrov chegou a elogiar Dadayev como um "verdadeiro patriota da Rússia". Ex-vice-primeiro-ministro e feroz crítico de Putin, Nemtsov foi morto a poucos metros do Kremlin enquanto caminhava para casa com a namorada na noite de 27 de fevereiro de 2015. O homicídio no centro da capital russa foi o assassinato político de maior destaque na Rússia desde que Putin assumiu o poder, há 17 anos. O opositor, morto aos 55 anos, estava trabalhando num relatório que examinava o papel da Rússia na Ucrânia. Sua morte abalou os círculos da oposição. PV/afp/ap/lusa

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