Ataque deixa dois policiais mortos em Jerusalém

Três homens armados, identificados como árabes-israelenses, abrem fogo no Monte do Templo, palco de frequentes tensões religiosas. Hamas elogia "operação heroica", e Netanyahu tenta acalmar ânimos.Três homens abriram fogo na Cidade Velha de Jerusalém nesta sexta-feira (14/07), matando dois policiais antes de serem abatidos por forças de segurança. O ataque aconteceu na entrada do Monte do Templo, o local mais sagrado da cidade, de importância para judeus, cristãos e muçulmanos. O ataque ocorreu por volta das 7h20 da manhã (hora local). A Esplanada das Mesquitas foi fechada após o incidente, o mais grave no local sagrado dos últimos anos. Os dois policiais que morreram haviam sido hospitalizados, e não resistiram. Um terceiro policial ficou levemente ferido. Os agressores carregavam facas, uma pistola e duas metralhadoras, segundo a polícia. Os homens armados chegaram ao local sagrado – conhecido como Monte do Templo por judeus e cristãos, e Nobre Santuário pelos muçulmanos – por meio de um dos portões da Cidade Velha. "Quando viram os policiais, atiraram em direção a eles e depois escaparam em direção a uma das mesquitas no complexo do Monte do Templo", disse uma porta-voz da polícia. Após uma perseguição, os três agressores foram mortos pela polícia. O Shin Bet, serviço interno de segurança de Israel, disse que os três homens eram cidadãos árabes do país, dois deles de 19 anos de idade, e o terceiro, de 29. Nenhum deles tinha passagem pela polícia. Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo incidente, mas a organização palestina radical Hamas, que comanda a Faixa de Gaza, elogiou o ataque como uma "operação heroica". Imagens gravadas com um celular e divulgadas pela mídia israelense mostram vários policiais perseguindo um homem e atirando nele no local sagrado, popular entre turistas estrangeiros. Recorrentes tensões O Monte do Templo (às vezes também referido como Esplanda das Mesquitas), que abriga a Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha, é frequentemente palco de tensões. O local é administrado por autoridades religiosas da Jordânia e fica próximo ao Muro das Lamentações – o segundo local mais sagrado para os judeus, atrás somente do Santo dos Santos, localizado no Monte do Templo. Para os muçulmanos, trata-se do terceiro local mais sagrado. O acesso à Mesquita de al-Aqsa já foi restringido diversas vezes por preocupações com violência, mas um fechamento completo é raro. O grande mufti de Jerusalém, Mohammad Hussein, pediu nesta sexta-feira aos palestinos que desafiem o fechamento. O movimento Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, ecoou o pedido. Numa aparente tentativa de aliviar as tensões, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Monte do Templo permanecerá fechado nesta sexta-feira por motivos de segurança, e que o status do local – de uso compartilhado entre as religiões – será preservado. LP/ap/rtr/efe

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