Trump admite que muro não será em toda a fronteira

Barreira pode cobrir menos da metade do traçado. Até agora, presidente americano pediu ao Congresso somente US$ 1,6 bilhão para o projeto, cujo custo total é estimado em US$ 20 bilhões.O presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu nesta quinta-feira (13/07) que o muro que pretende construir pode não ter que se estender por todos os 3,2 mil quilômetros de fronteira do país com o México. Ao voar de Washington para Paris, Trump disse que barreiras naturais existentes na fronteira podem fazer com que seja necessário erguer o muro somente ao longo de "mil a 1,5 mil quilômetro". "Há montanhas. Há alguns rios que são violentos e perigosos. Há algumas áreas que são tão distantes que não se tem pessoas realmente cruzando [a fronteira]", disse a repórteres. A fronteira com o México, que se estende por quatro estados americanos, já tem 965 quilômetros de barreiras, incluindo cercas e muros. Em grande parte do Texas, a fronteira é definida pelo Rio Grande, o qual em algumas áreas não passa de uma pequena faixa d'água. No Arizona, 38 quilômetros da fronteira são marcados pelo Rio Colorado. A bordo do Air Force One, Trump também afirmou ser importante que o muro tenha "transparência", para que os agentes de fronteira consigam ver através dele. Isso serviria para preverem perigos, como pesados sacos de drogas jogados por cima da barreira. O muro na fronteira com o México é uma das principais promessas de campanha de Trump, com o objetivo de combater a imigração ilegal. Ele insiste que o México pague pelo muro, o que o país vizinho se recusa a fazer. Passados seis meses de governo, o presidente americano pediu ao Congresso somente 1,6 bilhão de dólares para o projeto, cujo custo total é estimado em 20 bilhões de dólares. No começo do ano, o governo apresentou duas propostas para o muro. A primeira requeria uma estrutura sólida de até 9 metros de altura. O segundo plano apresentava outros tipos, incluindo algo que permitiria ver através da barreira. Ataques a agentes de fronteira aumentaram nos últimos meses, e as autoridades responsáveis afirmam que pedras arremessadas são uma grave preocupação de segurança. LPF/rtr/ap

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