Plebiscito da oposição reúne 7,1 milhões na Venezuela

Consulta simbólica rejeita proposta de Assembleia Constituinte, defendida por Maduro. Uma mulher é morta e três pessoas são feridas durante ataque a tiros em frente a centro de votação em Caracas.Mais de 7,1 milhões de venezuelanos votaram num plebiscito simbólico contra o projeto de Assembleia Constituinte defendido pelo presidente Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira a oposição (17/07). Com 95% dos votos contados, participaram 7.186.170 venezuelanos da consulta popular organizada pelos opositores sobre a alteração constitucional defendida pelo Executivo, afirmou a reitora da Universidade Central da Venezuela (UCV) e membro da comissão fiscalizadora do plesbicito, Cecilia García Arocha. Segundo ela, cerca de 98% dos participantes rejeitaram a proposta do governo. O dia da consulta foi marcado pela violência. Uma enfermeira de 61 anos, identificada como Xiomara Escot, foi morta e três pessoas ficaram feridas num ataque a tiros de um grupo armado em frente a um centro de votação da consulta popular, em Caracas. A oposição afirmou que se trata da ação de um grupo paramilitar. A votação, que por decisão da Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela não foi transmitida pelas rádios e TVs locais, decorreu em 1.600 pontos no país, como também no exterior. Os venezuelanos haviam sido convocados, pela oposição, para participarem de um plebiscito simbólico contra o projeto de Assembleia Constituinte de Maduro. O plebiscito ocorreu neste domingo, após mais de três meses de intensos protestos, durante os quais ao menos 94 pessoas morreram. Naquele que a oposição designou como "o maior ato de desobediência civil", os eleitores deveriam responder se apoiam ou não a Assembleia Constituinte, promovida por Maduro e convocada para 30 de julho. Na votação, os eleitores também pediram que as Forças Armadas defendam a Constituição e apoiem o Parlamento, onde a oposição detém a maioria, afastando-se do governo. A consulta incluía uma terceira pergunta sobre se aprovavam uma renovação dos poderes públicos, a realização de eleições livres e a formação de um governo de unidade. O número de participantes na consulta simbólica, divulgado pela oposição, é pouco inferior aos 7,7 milhões que votaram nos candidatos oposicionistas nas eleições legislativas de 2015, garantindo ao campo dos adversários de Maduro o controle do Parlamento. Também no domingo, os apoiantes de Maduro foram às assembleias de voto num ensaio para a votação de 30 de julho para eleger os membros da assembleia que vão redefinir a constituição da Venezuela de 1999. AS/efe/lusa

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