Turquia acusa Daimler e Basf de apoiar terrorismo

Segundo jornal, governo turco encaminhou a serviço secreto alemão lista com 68 nomes de empresas e indivíduos que seriam apoiadores de organizações terroristas. Ancara desmente e defende relação bilateral.O governo da Turquia entregou a autoridades alemãs uma lista do que considera apoiadores do terrorismo, entre eles grandes empresas alemãs, como a montadora Daimler e a química Basf, noticiou o semanário Die Zeit. Segundo o periódico, na lista entregue ao Departamento Federal de Investigações (BKA, serviço secreto) há algumas semanas, constam os nomes de 68 empresas e indivíduos. Além da Daimler e da Basf, estariam no documento uma loja de conveniência e uma lanchonete de kebab no estado de Renânia do Norte-Vestfália, por exemplo. Ancara acusa as empresas e indivíduos listados de terem ligação com o religioso Fethullah Gülen, que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, responsabiliza pela tentativa de golpe militar há um ano no país. Segundo o Die Zeit, a lista foi classificada de "absurda" e "ridícula" por membros do governo em Berlim. A Basf teria declarado nesta quarta-feira ter sido informada pelo BKA de constar na lista. Já a Daimler teria dito não ter conhecimento do documento. O serviço secreto alemão teria pedido mais informações às autoridades turcas. Tensão entre Berlim e Ancara As relações entre Berlim e Ancara vivem há meses um período de tensão devido à repressão pós-golpe do governo turco contra supostos seguidores de Gülen. Após a detenção do ativista de direitos humanos alemão Peter Steudtner nesta semana, devido à suspeita de apoio a organizações terroristas, Berlim elevou o tom nesta quinta-feira (20/07). O ministro do Exterior, Sigmar Gabriel, anunciou o endurecimento de suas advertências de viagem para a Turquia, advertindo que cidadãos e empresas não estão seguros no país. A ministra alemã da Economia, Brigittte Zypries, disse nesta quinta-feira que as relações econômicas turco-alemãs alcançaram um ponto baixo. "Se empresas alemãs aparecem de repente em 'listas negras' e são tachadas de apoiadoras do terrorismo, então surge um clima que dificulta novos negócios e investimentos na Turquia", afirmou". Posso apenas apelar novamente a nossos parceiros turcos: o Estado de direito é o fator decisivo para o sucesso econômico." Após a divulgação da lista pelo Die Zeit, o vice-primeiro-ministro turco, Mehmet Simsek, classificou a reportagem de completamente falsa, negando as acusações contra a Daimler e a Basf, por exemplo, e afirmando que a Turquia aprecia investimentos alemães. LPF/dpa/afp/rtr

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